domingo, 14 de dezembro de 2014

PAÍSES RICOS CEDEM E COP 20 APROVA 'RASCUNHO ZERO' DE ACORDO CLIMÁTICO Conferência terminou na madrugada de domingo, em Lima, no Peru. Texto é base de um novo tratado que tentará frear aumento da temperatura.

 
Depois de duas semanas de negociações tensas na COP 20, em Lima, as delegações de 196 países aprovaram o "rascunho zero" de um futuro acordo global do clima depois que as nações mais ricas fizeram concessões.
O documento aprovado na madrugada deste domingo (14) ressalta a culpa histórica de emissões de gases-estufa, o que atribui aos países desenvolvidos mais responsabilidades em comparação aos países em desenvolvimento.
O acordo climático global deve contemplar diversas ações para conter o aumento da temperatura do planeta e, com isso, frear os efeitos da mudança climática.
O "Chamamento de Lima para a Ação sobre o Clima", título dado ao documento, foi aprovado por consenso à 1h24 (4h24 no horário de Brasília) na Conferência das Nações Unidas. A aprovação aconteceu um dia e meio depois da data prevista para terminar a cúpula. A falta de entendimento em vários pontos atrasou o fim do encontro.
Principais decisões
O texto decide sobre três diferentes focos de negociação. O primeiro, a criação de elementos-chave que farão parte do novo acordo: medidas para conter o aquecimento global como corte de emissões, redução do desmatamento, inovações nas indústrias, investimentos em energias renováveis e etc. Ainda não há definição sobre isso e o tema voltará a ser discutido no ano que vem (leia mais abaixo).
 
Plenária final da COP (Foto: Eduardo Carvalho/G1)
O segundo foco é a determinação do tipo de metodologia que os países seguirão para formular suas metas de redução de emissões, as chamadas Contribuições Intencionais Nacionais Determinadas (INDCs, na sigla em inglês). O resultado acordado diz que os países terão obrigação de apresentar apenas propostas de mitigação e, se quiserem, podem incluir dados sobre adaptação. As informações terão que ser entregues à ONU até outubro de 2015.
O terceiro ponto pede aos países desenvolvidos que tomem iniciativas para conter sua poluição entre 2015 e 2020, período que antecede o novo acordo. Não houve um resultado forte sobre esse assunto, tanto que o texto usa o jargão diplomático "encoraja" e não "decide". Nesse caso, o "rascunho zero" pede a análise de oportunidades ambiciosas para conter o lançamento de gases para a atmosfera.
Esse conjunto de informações será a base para a criação de um plano mundial a ser firmado em 2015, em Paris, e que entrará em vigor em 2020. O novo tratado será obrigatório a todos os países e deverá impactar diversos setores econômicos. Seu objetivo principal é evitar que a temperatura do planeta aumente mais que 2ºC até o final deste século.
Caso nada seja feito, cientistas preveem uma maior ocorrência de fenômenos extremos como secas, enchentes, degelo dos polos e aumento do nível dos mares. A temperatura média da Terra já subiu 0,85ºC em relação à era pré-industrial.
Negociações ficaram travadas

Assim que o documento foi liberado, houve disputa entre os participantes para obter uma cópia (Foto: Eduardo Carvalho/G1)
O principal impasse na COP 20 referia-se ao princípio de diferenciação das responsabilidades dos países em conter a emissão de gases-estufa. Em uma das plenárias realizadas, ficou evidente o confronto entre países desenvolvidos e em desenvolvimento.
China, Brasil, Índia e África do Sul, os emergentes, não concordavam com a abordagem apresentada em um rascunho anterior ao aprovado. Já Estados Unidos, União Europeia e Rússia, a parte rica, concordavam com o texto.
No rascunho definido nesta madrugada, esse princípio foi melhor referenciado, deixando claro que no novo acordo será levada em conta a culpa histórica de emissões.
Outro alvo de reclamação do grupo de países em desenvolvimento, o mecanismo de perdas e danos voltou a ser mencionado no texto, após os países ricos cederem. Criado na conferência de Varsóvia, em 2013, ele prevê ajuda a países vulneráveis já atingidos por desastres naturais. No entanto, o rascunho não detalha como esse instrumento vai funcionar.
Para o embaixador José Antonio Marcondes, principal negociador do Brasil, o texto aprovado na COP 20 é equilibrado, mas ainda não o ideal.
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Elementos do novo acordo
Definidos e aprovados como anexo da decisão principal de Lima, os elementos vão nortear os negociadores na hora de estruturar o novo acordo ao longo do próximo ano.
Sua criação foi determinada na África do Sul, em 2011, dentro do instrumento chamado de Plataforma de Durban. Estão marcados quatro encontros para discutir o tema, sendo que o primeiro será em Genebra, em fevereiro, e o último em Paris, em dezembro, na COP 21.
O material de 37 páginas é considerado importante porque, sem eles, não é possível dialogar com setores econômicos e se chegar a compromissos para o clima no pós-2020.
O documento traz medidas que devem ser feitas nas áreas de mitigação (diminuição de emissões de gases-estufa), adaptação à mudança do clima, financiamento a tecnologias limpas e aplicação de recursos em países vulneráveis, entre outros assuntos. Todo o conteúdo está em aberto, ou seja, ainda não há conclusão sobre o que terá de ser feito.
Os temas foram separados em tópicos, com várias opções de planos. Ao longo das conversas diplomáticas, os itens vão sendo eliminados até que reste a proposta definitiva do acordo do clima.

Decisões complexas

Ativistas protestam antes da plenária final da COP 20. Eles gritam 'sem justiça, sem acordo', em referência à retirada de pontos do rascunho que tratavam da ajuda de países ricos a nações vulneráveis. (Foto: Eduardo Carvalho/G1)
Um exemplo do nível de complexidade do documento pode ser visto na parte referente ao corte de gases (mitigação). Há três elaborações diferentes para o tema.
A primeira opção diz que é preciso frear o aumento da temperatura em 2ºC e 1,5ºC acima dos níveis pré-industriais com o corte de emissões globais entre 40% e 70% até 2050, baseado nos níveis de 2010. Há ainda uma meta de zerar os gases emitidos até 2100.
Em outra opção, as partes terão que reduzir o lançamento de gases conforme sua capacidade e as emissões globais terão que atingir seu pico “o mais breve possível”, sem definir uma data e números. Além disso, diz o documento, os países terão que investir em tecnologia e oferecer financiamento a nações em desenvolvimento, a fim de apoiar ações de mitigação e adaptação.
A terceira opção diz apenas que os países sigam o princípio das “responsabilidades comuns, porém diferenciadas” para alcançar uma meta para conter as emissões e o aumento dos termômetros. Uma alternativa considerada simplificada.
Finanças e proposta do Brasil
O conjunto de textos contempla também informações sobre a adaptação aos efeitos da mudança climática e perdas e danos (mecanismo que compensa nações que já sofrem atualmente com desastres naturais).
A parte do rascunho sobre financiamento, assunto mais delicado nos diálogos sobre o clima, tem seis páginas e tenta definir como os países desenvolvidos e em desenvolvimento vão mobilizar dinheiro para investimentos a longo prazo.
Também será levada para as discussões do próximo ano a proposta brasileira de diferenciação concêntrica, que tenta melhorar o princípio de "responsabilidades comuns, porém diferenciadas".
O conceito coloca os países em três níveis, cada um deles com um “menu" de critérios para diminuir as emissões. Nações desenvolvidas ficariam no círculo central e teriam que fazer cortes em todos os setores da economia. Os emergentes, como Brasil, China e Índia, ficariam no segundo nível, com mais opções para frear o aquecimento. Países vulneráveis, como os Estados-ilha, não empreenderiam grandes ações e estariam no terceiro nível.

Da esquerda para a direita, o ministro Raphael Azeredo com o embaixador José Antonio Marcondes Carvalho, que lidera a equipe de negociadores do Ministério das Relações Exteriores, o Itamaraty. A ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, também participou da COP do Peru (Foto: Eduardo Carvalho/G1)
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POSTE CAI SOBRE MICRO-ÔNIBUS APÓS COLISÃO E DEIXA VÍTIMAS EM SÃO PAULO


Fios de alta tensão tiveram que ser desligados para o resgate do motorista, que levou cerca de duas horas (Foto: Marco Ambrosio/Estadão Conteúdo)

 
Acidente aconteceu na Avenida Interlagos, Zona Sul da capital.
Energia na região foi cortada para resgate de vítima presa às ferragens
Um micro-ônibus derrubou um poste e acabou atingido por ele na Avenida Interlagos, Zona Sul de São Paulo, região de Santo Amaro, no começo da tarde deste domingo (15). De acordo com o Corpo de Bombeiros, três vítimas, sendo o motorista e dois passageiros, foram socorridas pelo Resgate e pelo Samu a pronto-socorros da região. O estado de saúde de cada uma delas não foi informado.
O acidente ocorreu na altura do número 2.500, próximo ao Shopping Interlagos, no sentido Centro. O poste permaneceu energizado após o acidente, registrado às 13h55 pela CET, e a Eletropaulo desligou a luz na região para que os bombeiros pudessem resgatar o motorista,  tirado das ferragens por volta das 16h.
Segundo a Eletropaulo, o corte de energia foi feito às 15h e a eletricidade está sendo reestabelecida aos poucos nas proximidades do acidente. A concessionária informa que aguarda o fim da perícia no local para instalar um novo poste e normalizar a distribuição.
Trânsito
De acordo com a CET, a ocorrência chegou a interditar todas as faixas da Avenida Interlagos no sentido Centro entre as 13h55 e as 15h52, causando um pico de 2 quilômetros de congestionamento. O trânsito foi desviado pela Avenida Nossa Senhora do Sabará.
Às 15h52, duas das três faixas foram liberadas, mas ainda havia cerca de 1 quilômetro de engarrafamento.  Veja a situação do trânsito em São Paulo. A liberação total só ocorreu às 17h55, segundo a CET.
No sentido contrário, rumo ao Autódromo de Interlagos, o motorista enfrentava lentidão por aproximação na mesma altura do acidente, por conta de um capotamento ocorrido na madrugada desta domingo. O veículo foi removido às 16h40, mas uma faixa seguia bloqueada para o reparo de uma coluna semafórica atingida na colisão.

Fonte; G1 da  globo

sexta-feira, 12 de dezembro de 2014

POLÍCIA CIVIL DE RURÓPOLIS ENTREGA MOTOCICLETA FURTADA NO BAIRRO DA SERRARIA A SUA LEGÍTIMA PROPRIETÁRIA


No final da manhã de hoje, dia 12/12/2014, por volta das 11hs, a professora RITA SANTANA DOS SANTOS, residente no município de Rurópolis, bairro Bela Vista compareceu à delegacia de Polícia Civil para receber sua motocicleta Honda Pop 100, cor vermelha, Ano/Modelo 2011, Placa OBZ-8696,  furtada na data de  09/12/2012,  por volta das 23hs, da frente de uma residência, localizada no Bairro da Serraria.
De acordo com o delegado do município de Rurópolis, o veículo foi apresentado por policiais militares da cidade, após encontrá-lo abandonado em via pública durante as diligências realizadas e na manhã de hoje, após pesquisa no Sisp/Web e demais sistemas integrados da polícia, a legítima proprietária foi localizada. O veículo recuperado não possui avarias e nem adulterações.
“Agradeço a todos os policiais civis e militares locais pelos trabalhos operacionais realizados em parceria ao longo deste ano no combate a criminalidade no município de Rurópolis, inclusive na prevenção e repressão aos furtos e roubos de veículos” Finalizou o delegado.

JOVEM DESAPARECIDO EM RURÓPOLIS NO SUDOESTE DO PARÁ

 
Pela manhã de hoje, dia 12/12/2014,  foi registrado boletim de ocorrência na delegacia de polícia civil, comunicando o desaparecimento do estudante ROBSON DA SILVA AMORIM, brasileiro, paraense, solteiro, natural da cidade de Rurópolis, filho de Osvaldo de Miranda Amorim e de Zilma Caetano da Silva, 14 anos, nascido 04/09/2000. De acordo com o pai do adolescente, Robson teria saído de casa com destino ao Km 70, comunidade Divinópolis, pilotando uma motocicleta Titan, cor vermelha, sem placa, ano/mod.2003, pela BR 163 (Rodovia transamazônica) e até o presente momento ainda não teria retornado ao Km 85, comunidade Água Azul, local onde mora. O pai informou a polícia local que, segundo moradores, uma mulher, morena, de estatura baixa e forte teria aparecido na comunidade pedindo ao adolescente que lhe desse carona até a altura do Km 83, onde ela ficaria e de lá Robson retornaria ao Km 85, porém, até a data de hoje, o adolescente não retornou. No momento, a comunidade está em realizando buscas juntamente com policiais e familiares do desaparecido. Robson saiu de casa vestindo uma calça jeans azul e uma camisa vermelha, contudo, até a presente hora, não há pistas e nem informações sobre o paradeiro do estudante e quem possuir alguma informação sobre o mesmo procure a polícia local ou o Conselho Tutelar. De acordo com o delegado de polícia civil, Dr. Ariosnaldo da Silva Vital Filho desde ontem a polícia local juntamente com o Conselho Tutelar estão nas buscas e realizando investigações sobre o ocorrido. Também não há registros na delegacia de acidente com vítimas fatais ou homicídio neste intervalo do desaparecimento.