sábado, 23 de maio de 2015

ESTADO ISLÂMICO ERGUE BANDEIRA SOBRE CIDADELA DE PALMIRA, NA SÍRIA

 Grupo destruiu monumentos históricos e antiguidades.
Extremistas declararam um califado islâmico no território.
Do G1, com informações de Reuters e AFP
Fotografia foi divulgada em site de milicianos do Estado Islâmico (Foto: AP)
Combatentes do Estado Islâmico ergueram sua bandeira sobre uma antiga cidadela na cidade histórica de Palmira, na Síria, de acordo com fotos postadas na Internet durante a noite por simpatizantes do grupo.
Os militantes tomaram a cidade, também conhecida como Tadmur, na quarta-feira (20), depois de dias de violentos combates com o exército sírio.
"A cidadela de Tadmur está sob o controle do Califado", dizia a legenda de uma das fotos postadas em sites de mídia social. Em outra, um combatente sorridente aparece de pé em cima de uma dos muros da cidadela, carregando a bandeira preta.
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Não foi possível verificar a autenticidade das fotos.
O grupo extremista radical sunita declarou um califado islâmico no território que controla no Iraque e na Síria, realizou operações na Líbia e, na sexta-feira, assumiu a responsabilidade por um ataque suicida contra uma mesquita no leste da Arábia Saudita.
A cidade de Palmira é famosa por suas colunas romanas, templos e torres funerárias, vestígios de um brilhante passado. Situada 210 km ao nordeste de Damasco, a "pérola do deserto", considerada patrimônio mundial da humanidade pela Unesco, é um oásis que viu seu nome aparecer pela primeira há 4.000 anos e foi um local de trânsito das caravanas entre o Golfo e o Mediterrâneo, assim como uma etapa na Rota da Seda.
 Teatro na cidade histórica de Palmira, em foto de 2008 (Foto: Omar Sanadiki/Reuters)





Vídeo 
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Preservação
Segundo o ministro sírio para Antiguidades, Maamun Abdelkarim, os jihadistas entraram na quinta-feira no museu local e "quebraram réplicas de gesso que representam a vida na era pré-histórica".
"Depois retornaram na sexta-feira, fecharam as portas e colocaram guardas", completou Abdelkarim em uma entrevista coletiva em Damasco, na qual citou os depoimentos de moradores de Palmira.
A maior parte das antiguidades do museu foi retirada e levada para Damasco antes do EI assumir o controle de Palmira. "Não ficou quase nada no museu da cidade, que fica fora do sítio arqueológico de Palmira", completou Abdelkarim.
"Enviamos progressivamente peças antigas para Damasco, mas há peças enormes como os sarcófagos (na entrada do museu) que pesam de 3 a 4 toneladas e que não conseguimos mover. Isto é o que nos preocupa", disse.
O ministro também disse que não foram registradas movimentações do no sítio arqueológico e manifestou o desejo de que os jihadistas "não repitam as mesmas destruições que cometeram no Iraque".
Foto desta quinta-feira (21) mostra bunker com armas montado no topo de uma base área de Palmira capturada por militantes do Estado Islâmico (Foto: The website of Islamic State militants via AP)
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segunda-feira, 18 de maio de 2015

MANIFESTANTES BLOQUEIAM ACESSOS AOS CANTEIROS DE OBRAS DE BELO MONTE

Agricultores bloqueiam acesso à UHE desde às 3h desta segunda-feira (18).
De acordo com a PRF, cerca de 650 pessoas participam do protesto.
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Manifestantes iniciaram bloqueio na madrugada. (Foto: Divulgação/CCBM)
Cerca de 650 agricultores e militantes ligados a movimentos rurais bloqueiam desde as 3h desta segunda-feira (18) a BR-230, conhecida como Transamazônica, nos acessos aos canteiros de obras da Usina Hidrelétrica Belo Monte, em Vitória do Xingu, no sudeste do Pará. O protesto faz parte do movimento nacional "Grito da Terra Brasil", organizado por entidades do país inteiro. A Norte Energia, empresa responsável pela implantação da usina, disse que a pauta não está vinculada ao empreendimento e o protesto é para chamar a atenção das autoridades. A empresa informou ainda que não se envolverá  em negociações que estão fora do seu trabalho. Até as 17h30, o trecho ainda seguia bloqueado.
Tendas foram armadas e os agricultores estão distribuídos no km 27, bloqueando o acesso ao Sítio Canais e Diques e Pimental; km 40 que leva ao Sítio Belo Monte; e km 55 por onde se chega também ao Sítio Pimental e à vila residencial, onde moram 7.200 pessoas. De acordo com o Consórcio Construtor Belo Monte (CCBM), responsável pela construção civil da usina, as obras estão parcialmente paradas e apenas os operários que moram nos alojamentos do interior dos canteiros estão trabalhando. Os cerca de 6 mil trabalhadores que moram em Altamira e outros 600 que moram na vila residencial foram dispensados, já que não têm como sair do local.
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O protesto é realizado por integrantes da Federação dos Trabalhadores na Agricultura (Fetagri) e da Fundação Viver, Produzir e Preservar. De acordo com João Batista, um dos líderes do movimento, os agricultores têm uma extensa pauta de reivindicações para municípios da região da Transamazônica, que passam por reforma agrária, transportes, educação e segurança pública. Eles também protestam contra os cortes no orçamento promovidos pelo ministro da Fazenda, Joaquim Levy.
"Somos um movimento regional, que envolve 12 municípios, e queremos que o governo trate a Transamazônica como priorideade. Entre os principais pontos, pedimos a liberação da licença indígena dos trechos de Medicilândia até Uruará, e de Novo Repartimento até Itupiranga, para a continuação das obras. Se isso não ocorrer, vamos perder a produção de um verão inteiro, sem ter como escoar. Estamos preparados, com alimentação e só vamos sair depois de alguma negociação. Ficaremos o tempo que for necessário", disse João Batista.
De acordo com a Polícia Rodoviária Federal (PRF), na tarde do domingo (17) o grupo já havia bloqueado a entrada do km 27, da BR-230, impedindo o acesso ao Sítio Pimental.
Dominik GiustiDo G1 PA
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CASTANHAL

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JUSTIÇA ACEITA DENÚNCIAS CONTRA QUATRO EX-DEPUTADOS NA LAVA JATO

André Vargas, Luiz Argôlo, Pedro Corrêa e Aline Corrêa viraram réus.
Eles são os primeiros ex-parlamentares a responder na Justiça Federal.
CEBOOK
Ex-deputados viraram réus na Operação Lava Jato
(Foto: Gustavo Lima/Câmara dos Deputados,
Geraldo Bubniak/AGB/Estadão Conteúdo e David
Ribeiro/Câmara dos Deputados)
A Justiça Federal aceitou as denúncias contra quatro ex-deputados federais acusados de envolvimento em esquemas de corrupção investigados pela Operação Lava Jato. André Vargas, Pedro Corrêa, Aline Corrêa, e Luiz Argôlo foram denunciados pelo Ministério Público Federal (MPF) e são os primeiros ex-parlamentares réus em processos derivados da operação.
Dos quatro, apenas Aline Corrêa, que é filha de Pedro Corrêa, não está presa na Superintendência da Polícia Federal emCuritiba. Além deles, os outros nove denunciados pelo MPF na quinta-feira (14) também tiveram as denúncias aceitas, e passam a ser réus, dentre eles o doleiro Alberto Youssef.
Veja os acusados e os crimes pelos quais eles respondem:
- Núcleo André Vargas
André Luiz Vargas Ilário - Corrupção, Lavagem de dinheiro, Organização Criminosa.
Leon Dênis Vargas Ilário - Corrupção, Lavagem de dinheiro, Organização Criminosa.
Milton Vargas Ilário - Corrupção, Lavagem de dinheiro, Organização Criminosa.
Ricardo Hoffmann – Corrupção, Lavagem de dinheiro, Organização Criminosa.
-Núcleo Pedro Corrêa
Pedro Corrêa - Corrupção passiva, Lavagem de dinheiro, Peculato.
Ivan Vernon - Lavagem de dinheiro, Peculato.
Márcia Danzi - Lavagem de dinheiro.
Aline Corrêa - Peculato.
Alberto Youssef - Lavagem de dinheiro.
Rafael Ângulo Lopez - Lavagem de dinheiro.
Fábio Corrêa - Lavagem de dinheiro.
- Núcleo Luiz Argôlo
Luiz Argôlo – Corrupção, Lavagem de dinheiro, peculato.
Alberto Youssef – Corrupção, Lavagem de dinheiro.
Rafael Ângulo Lopez - Corrupção, Lavagem de dinheiro.
Carlos Alberto Costa - Corrupção, Lavagem de dinheiro.

Veja vídeo
 http://s2.glbimg.com/Oti462O5WHhNGlLd5GDvImGdzOk=/0x0:300x135/300x135/s.glbimg.com/jo/g1/f/original/2014/09/05/lava-jato.jpg

·         os políticos na lista
·         o que dizem os citados
·         o que pesa contra cada um
·         próximas etapas
·         infográfico: o esquema
·         entenda a operação
·         notícias da Lava Jato
Pedro e Aline Corrêa
Segundo o MPF, Pedro Correa era responsável, como liderança do Partido Progressista, pelo repasse geral de propinas ao partido, tendo recebido diretamente R$ 40,7 milhões em propina do esquema entre 2004 a 2014. Ele responde por crimes de corrupção passiva, lavagem de dinheiro e peculato.
“Pedro Corrêa era um dos responsáveis pela distribuição interna do PP e recebeu valores específicos em benefício próprio”, afirmou o procurador Deltan Dallagnol, do MPF.
Também responde por peculato neste processo a filha de Pedro Corrêa, Aline Corrêa, pela nomeação ao cargo de secretária parlamentar na Câmara Federal de uma funcionária que não prestava serviços, entre 2003 e 2012. O salário dela, conforme o MPF era desviado em benefício dos responsáveis pela nomeação - antes de chegar ao gabinete de Aline, ela foi nomeada no de Pedro Corrêa.
A funcionária era empregada doméstica de Ivan Vernon, que também responde por peculato e lavagem de dinheiro. O mesmo esquema ocorreu com pelo menos mais uma secretária parlamentar do gabinete de Aline Corrêa, entre os anos de 2012 e 2015, segundo os procuradores. A pedido do MPF, os procedimentos contra as funcionárias fantasmas foram arquivados por falta de provas de que elas sabiam do esquema.
Na mesma ação, Alberto Youssef e Rafael Ângulo Lopez respondem por lavagem de dinheiro, assim como Márcia Danzi e Fábio Correa.
Em contrapartida, o juiz Sergio Moro rejeitou a denúncia de crime de organização criminosa contra Márcia Danzi, Fábio Corrêa e Ivan Vernon. "Considerando a participação deles acessória na lavagem de dinheiro, não reputo presente elementos probatórios suficientes que indiquem que teriam se associado ao grupo criminoso que vitimou a Petrobras", justificou.
No despacho, Moro ainda designou a primeira audiência para ouvir testemunhas de acusação no dia 23 de junho. Devem ser intimados Paulo Roberto Costa, Meire Bonfim da Silva Pozza, Leonardo Meirelles, Ediel Viana da Silva e Carlos Alberto Pereira da Costa.
Luiz Argôlo
Conforme o MPF, Luiz Argôlo criou uma relação com o doleiro Alberto Youssef diferente dos demais parlamentares envolvidos. "Ele criou relação de sociedade com Youssef. Então, muitas vezes, Alberto repassava dinheiro diretamente para o Argôlo", afirmou o procurador Paulo Galvão. Conforme o procurador, Youssef tinha interesse especial na carreira do então deputado, tendo repassado propina a ele em pelo menos dez ocasiões.
Foram encontrados registros de 78 visitas de Argôlo aos escritórios de Youssef. Com o cruzamento das passagens aéreas, o MPF sustenta que em 40 oportunidades essas viagens aconteceram com recursos da Câmara Federal. "O valor gasto nessas passagens é de R$ 55.192,43", explicou Galvão.
Para comprovar a denúncia, Moro solicitou a expedição de ofício ao presidente da Câmara Federal, Eduardo Cunha, com pedido de informações e cópias sobre requisições de passagens aéreas ou de reembolso de despesas com viagens áreas formuladas por Argôlo entre 2010 e 2014.
André Vargas
No caso do ex-parlamentar do PT, os procuradores sustentam que a corrupção aconteceu em contratos da Caixa Econômica Federal e do Ministério da Saúde, e ocorriam através da agência de publicidade Borghi Lowe e da empresa Labogen.
"Em relação ao Ministério da Saúde, nós temos evidências de que o Vargas conseguiu um termo de parceria entre o ministério e a Labogen. Já quanto à Caixa, várias ligações para um diretor da Caixa foram feitas pelo celular do próprio Vargas", afirmou o procurado Deltan Dallagnol.

Fernando CastroDo G1 PR
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