terça-feira, 20 de outubro de 2015

Não me enterrem': apelo de menino ferido se torna símbolo contra a guerra no Iêmen

BBC conversou com autor do vídeo de depoimento de menino ferido em ataque com míssil e que morreria alguns dias depois; guerra já matou mais de 500 crianças.
Mai NomanDa BBC
 Fareed morreu dias após bombardeio (Foto: Ahmed Basha/BBC)
Um vídeo de um menino do Iêmen deitado em uma cama de hospital sendo atendido por médicos após um ataque com míssil foi visto mais de 50 mil vezes no Facebook e virou um símbolo do custo humano da guerra em seu país.
O vídeo mostra Fareed Shawki, de seis anos, com lágrimas nos olhos, pedindo aos médicos: "Não me enterrem".
Ele tinha ferimentos na cabeça e outras partes do corpo e sofria de hemorragia interna após ser atingido por estilhaços provocados por um ataque de míssil feito por rebeldes Houthi.
Partes do Iêmen também estão sendo bombardeadas pelo ar por uma coalizão liderada pelaArábia Saudita.
O vídeo, que contém imagens fortes, pode ser visto aqui. Alguns dias após as imagens serem feitas, Fareed Shawky morreu. Desde então, seu apelo pela vida se espalhou pelas redes sociais.
Milhares de iemenitas estão usando, nas redes sociais, as palavras do menino para pedir o fim do conflito.
"Assim como a morte do menino Alan [Kurdi] simbolizou a tragédia dos sírios, o apelo de Fareed para não ser enterrado simboliza a tragédia das pessoas do Iêmen", escreveu um ativista iemenita no Facebook.
Outro escreveu: "Para o filho que nunca tive: Você vai me agradecer por não ter tido você, querido. Esse não é um bom lugar para você, acredite em mim. Não sou tão forte quanto sua avó e todas as histórias que eu sei agora sobre guerra, morte, pessoas loucas e um lar perdido."
Imagem do vídeo mostra Fareed no hospital (Foto: Ahmed Basha/BBC)
Pelo menos 2.300 civis foram mortos na guerra no Iêmen - incluindo mais de 500 crianças. A terceira maior cidade do Iêmen, Taiz, onde Fareed vivia, tem testemunhado alguns dos conflitos mais intensos entre moradores locais - armados pela coalizão liderada pela Arábia Saudita - e os Houthis.
A história de Fareed
Em 13 de outubro, um míssil atingiu uma área residencial de Taiz. "Eu estava andando por uma rua quando ouvi um míssil ser lançado e congelei no local, me perguntando onde ele cairia", disse ao BBC Trending Ahmed Basha, o fotógrafo iemenita que publicou o vídeo.
Quando Basha ouviu a explosão ele correu em direção ao local em que o míssil caiu. "Tinha caído em uma casa", disse Basha. "Vi pelo menos cinco crianças, que estavam brincando do lado de fora, sendo levadas para o hospital em motos."
Basha os seguiu até o hospital e, imediatamente, viu que Fareed Shawky, havia sofrido os ferimentos mais graves. "Ele tinha momentos com consciência e sem", conta.
"Fiquei com o coração partido por esse menino e então publiquei o vídeo na página de Facebook que eu tenho, mas não recebeu muita atenção", diz. Aparentemente, a história de Fareed só se tornou viral depois que ele morreu.

"Uma pena que as pessoas não tenham se importado mais quando ele estava vivo. Suas palavras vão ficar comigo", diz.
Conflito no Iêmen já matou mais de 500 crianças (Foto: Ahmed Basha/BBC)
A morte de Fareed pode ter feito sua história mais difícil de ignorar, mas pelo visto foram suas palavras que ressonaram com milhares de iemenitas compartilhando sua imagem.
"'Não me enterre...', o menino resumiu tudo. Piedade por sua alma e de todos os outros jovens mortos sem nenhum razão", escreveu um iemenita no Facebook.
Há um forte sentimento anti-Houthi em Taiz, e muitos dos que estão postando informações sobre o conflito são favoráveis à coalizão da Arábia Saudita que visa derrotar os rebeldes. Mas a conversa sobre a morte do menino parece ter transcendido divisões, fazendo com que ambos os lados pedissem o fim da violência.
"A guerra não tem fim, deve haver uma solução para este conflito", diz Basha. "Afinal, são crianças, elas não têm nada a ver com a política dessa guerra."
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G1 Globo

ATRIZ YONÁ MAGALHÃES MORRE EM CASA DE SAÚDE NO RIO

 Artista estava internada na Casa de Saúde São José, no Humaitá.
Atriz estava no CTI do hospital devido a um problema cardíaco.
Do G1 Rio
 http://s2.glbimg.com/gh3LJOF4J6Xlzo1wWtw7ClXYQKo=/0x0:300x135/300x135/s.glbimg.com/jo/g1/f/original/2015/10/20/yona_2.jpg

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Morreu no Rio, na manhã desta terça-feira (20), a atriz Yoná Magalhães, de 80 anos. Ela estava internada, desde o dia 18 de setembro, na Casa de Saúde São José, no Humaitá, Zona Sul do Rio. A atriz foi iternada devido a um quadro de insuficiência cardíaca. Após uma cirurgia, ela foi para a UTI, onde permaneceu até esta terça.
Atriz de"Deus e o Diabo na Terra do Sol" (1964), Yoná Magalhães entrou para a vida artística para ajudar a família quando o pai ficou desempregado. “Eu tinha que ajudar de alguma maneira, não sabia muito como, queria continuar os meus estudos. Gostava de brincar de teatro, essas coisas que todo mundo faz. Então eu digo: ‘Quem sabe não é por aí, né?’ Fui fazendo pequenas pontas, pequenos papéis, isso em meados da década de 1950, até que consegui um contrato com a Rádio Tupi”.
Yoná Magalhães Gonçalves nasceu no dia 7 de agosto de 1935, no bairro do Lins, no Subúrbio do Rio de Janeiro. Depois de passar pela rádio, ela estrelou sua primeira telenovela, convidada por Antônio Leite.
Yoná deu entrada na São José, no Humaitá, com um quadro de insuficiência cardíaca. (Foto: Henrique Almeida / G1)

Em seguida, participou de novelas e do Grande Teatro da TV Tupi e excursionou pelo Brasil com as peças "O Amor é Rosa Bombom e Society em Baby-Doll", em 1962, com a companhia de André Villon e Ciro Costa.

Veja a repercussão:
Othon Bastos, ator, na Globo News
"A notícia é muito triste. Era uma colega maravilhosa. Ela vai deixar muita saudade principalmente para os amigos que ficaram. Eu tinha um grande afeto, amizade por ela. Fomos colegas por mais de 50 anos. Eue ela tenha bastante luz, que seja recebida com muita paz. Era uma excelente atriz e não tem quem fique no lugar"
 Ana Beatriz Barbosa, médica e escritora, no Twitter
"RIP : Yona Magalhães , triste em saber que deixaremos de ver seu talento"
Juca de Oliveira, ator, na GloboNews
"Ela foi uma pioneira. O espectador entrou em contato com a televisão logo com a Yoná. Além de ser uma mulher lindíssima, era um talento excepcional. Foi uma perda enorme. Era uma amiga leal, generosa, muito dedicada, sempre presente e disposta a ajudar mesmo as pessoas mais inexperientes estava disposta a ler o roteiro com elas".

A vida da atriz
Durante a turnê teatral, conheceu e se casou com o produtor Luis Augusto Mendes e foi morar na Bahia. Em Salvador, participou com o grupo A Barca, formado por ex-alunos da Escola de Teatro, do Grande Teatro, na TV Itapoã, sob a direção de Luiz Carlos Maciel. Também atuou no filme de Glauber Rocha, um marco do Cinema Novo.
Yoná Magalhães na novela Cama de Gato (Foto: Renato Rocha Miranda / TV Globo)
Yoná também atuou em uma das novelas de maior sucesso da história da Rede Globo: "Roque Santeiro", de Dias Gomes e Aguinaldo Silva, onde interpretou a Matilde, dona da boate onde trabalham as dançarinas Ninon (Cláudia Raia) e Rosaly (Isis de Oliveira). A seguir, participou da novela "O Outro" (1987), de Aguinaldo Silva, na qual viveu outra personagem exuberante, a Índia do Brasil.
Yoná Magalhães ao lado de Rosa Maria Murtinho, Ney Latorraca, Flavio Migliaccio, Eva Todor, Aracy Balabanian, Yoná Magalhães e Orlando Drummond em homenagem ao talento brasileiro na campanha de fim de ano da Globo (Foto: Aline Massuca / Globo)
A atriz trabalhou ainda em outras novelas da mesma autora, como "O Sheik de Agadir" (1966), "A Sombra de Rebecca" (1967), "O Homem Proibido" (1968), "A Gata de Vison" (1968/1969), quando contracenou com Tarcísio Meira, "A Ponte dos Suspiros" (1969) e "O Outro" (1987).
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·         Rio de Janeiro, 
008000 
·         Yoná Magalhães

PMDB ADIOU PARA MARÇO REUNIÃO QUE DISCUTIRIA SAÍDA DO GOVERNO, DIZ RAUPP

Encontro para tratar da aliança com o PT estava agendado para novembro.
Vice do PMDB justificou transferência da data a dificuldades logísticas.
O vice-presidente nacional do PMDB, senador Valdir Raupp (RO), afirmou nesta terça-feira (20) ao G1 que o partido decidiu adiar para março de 2016 o congresso nacional extraordinário que faria em novembro deste ano para, entre outros assuntos, discutir o eventual rompimento com o governo Dilma Rousseff. A direção peemedebista aproveitará a convenção nacional da legenda, agendada para março, para tratar do fim da aliança com o PT.
O presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), tem defendido o fim da aliança com o PT desde que rompeu oficialmente com o Palácio do Planalto, em julho deste ano. Desde então, ele passou a defender abertamente que o PMDB desembarque da gestão petista, entregando os ministérios que comanda atualmente.
Inicialmente, o encontro para tratar da eventual saída do governo estava marcado para agosto, porém, foi transferido para novembro. Na época em que a direção confirmou o primeiro adiamento da reunião, Cunha já havia criticado a cúpula peemedebista, afirmando que o PMDB "empurra com a barriga" a decisão sobre romper com PT.
Não vai ter mais o encontro deste ano, apenas um seminário da Fundação Ulysses Guimarães. [...] Eu já fui presidente do PMDB e, realmente, não é fácil organizar encontro assim, tem de ter dedicação"
Valdir Raupp (RO), senador e vice-presidente do PMDB
Segundo Raupp, em vez do congresso extraordinário, o partido vai realizar em novembro apenas um seminário promovido pela Fundação Ulysses Guimarães, ligada ao PMDB. O vice-presidente da legenda justificou o adiamento do encontro a dificuldades logísticas para organizar o evento que deve reunir até 5 mil peemebedebistas.
“Não vai ter mais o encontro deste ano, apenas um seminário da Fundação Ulysses Guimarães. A informação que tive é que não está fácil organizar o encontro [extraordinário do PMDB], até porque tem de juntar de 4 mil a 5 mil pessoas. Eu já fui presidente do PMDB e, realmente, não é fácil organizar encontro assim, tem de ter dedicação”, alegou Raupp.
“Até preocupado com a questão do quórum, o partido preferiu transformar o encontro de novembro em um seminário da fundação e deixar para março do ano que vem o encontro nacional, no qual nós comemoraremos os 50 anos de fundação do PMDB”, acrescentou o vice-presidente do partido.
Desde o início do ano, a bancada do PMDB na Câmara – que integra oficialmente a base aliada a Dilma – tem votado de forma independente das orientações do Palácio do Planalto, comandando algumas das principais derrotas da presidente da República no Congresso Nacional.
Para tentar evitar que o distanciamento do PMDB com o governo aumentasse, Dilma entregou na última reforma ministerial o comando do Ministério da Saúde – dono de um dos maiores orçamentos da Esplanada dos Ministérios – à bancada peemedebista da Câmara. Além disso, a petista aumentou o espaço do partido no primeiro escalão de seis para sete pastas.
Apesar das pressões de Eduardo Cunha para que o PMDB desembarque no governo Dilma, o vice-presidente da legenda minimizou o movimento interno que defende o rompimento oficial. Para Raupp – que integra a bancada do partido no Senado – as divergências internas não são novidade na sigla governista.
“O PMDB sempre faz isso nos encontros, deixa todo mundo discursar e, naturalmente, alguns explicitam as divergências com o governo. Aliás, sempre teve divergências entre os que apoiam e os que não apoiam o governo, mas isso não é novidade – na convenção do ano passado isso pode ser vito, esta divisão. Portanto, vamos deixar para março do ano que vem o encontro do partido e nele vamos debater os rumos do PMDB”, concluiu.
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Decisão 'acertada'
Ao G1, o líder do PMDB na Câmara, deputado Leonardo Picciani (RJ), considerou que a decisão do partido de adiar para março do ano que vem o encontro que trataria da eventual saída do governo foi "acertada". Na visão dele, o ambiente correto para tomar decisões é a convenção nacional.
"Acho que foi uma decisão acertada porque a convenção é que tem poderes de tomar decisões e é onde pode-se fazer um debate com mais efetividade. No congresso [de novembro], os participantes não teriam esta possibilidade, seriam somente discussões, sem decisões", argumentou.
Para o líder do PMDB, o adiamento não pode ser considerado como uma forma de o governo "ganhar tempo" para se aproximar da legenda. Na avaliação dele, desde que a reforma ministerial foi implementada, já há esse tipo de aproximação entre o Planalto e o PMDB.
"Eu acho que o PMDB já vem se aproximando do governo, até porque faz parte do governo na medida em que comanda a Vice-Presidência, tem vários ministérios e compõe a base aliada no Congresso Nacional. É dessa forma que eu vejo hoje a relação do PMDB com o governo", acrescentou.
tcos:
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·         Michel Temer, 
·         PMDB, 

·         Valdir Raupp

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Delegado de polícia em S 2000 antarém se filia ao PMDB

Na coluna Holofotes, do jornal Tapajós Agora, edição 71, já nas bancas:
Jamil Casseb (foto), delegado da Polícia Civil, decidiu se filiar ao PMDB em Santarém. Repete o gesto do também delegado Herbert Farias Jr., que se filiou ao Pros há poucos dias.
Pelo menos por enquanto, nenhum dos dois têm planos mergulhar na campanha eleitoral para vereador no pleito do próximo ano.

EDUARDO CUNHA RECORRE CONTRA SUSPENSÃO DO RITO DE IMPEACHMENT

Decisão sobre o caso poderá ficar com plenário do STF, com 11 ministros.
Ações questionaram o modo como Cunha definiu andamento de processo.

O presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), protocolou nesta segunda-feira (19) recursos contra três liminares (decisões provisórias) do Supremo Tribunal Federal (STF) que suspenderam o rito que ele havia anunciado em setembro para dar andamento aos pedidos de impeachment da presidente Dilma Rousseff pendentes de análise no Legislativo.

Nos recursos, Cunha pede que os ministros Teori Zavascki e Rosa Weber reconsiderem as decisões liminares que concederam, suspendendo a validade do rito. Na hipótese de eles não reconsiderarem, pede que a decisão sobre a cassação das liminares seja levada para o plenário do STF, formado por 11 ministros.

Cunha afirma, em um dos recursos, que, caso as decisões sejam mantidas, o Supremo impedirá o presidente da Câmara de exercer funções previstas na Constituição. "Ao impedir o presidente da Câmara dos Deputados de exercer de forma independente suas atribuições, suspende a vigência da própria Constituição Federal, ao inviabilizar que a Câmara dos Deputados exerça a competência que lhe é cometida."

Assim, sustenta que, "ainda que eventualmente induvisoso o cometimento de crime de responsabilidade por parte da presidente da República, não haverá qualquer possibilidade de punição, diante da suposta ausência de lei específica. Trata-se de tese absolutamente desproporcional, que merece rejeição liminar por esta Suprema Corte."
Numa das decisões, a ministra Rosa Weber, atendeu a um pedido do deputado Paulo Teixeira (PT-SP), que argumentou que Cunha, de forma individual, criou regras novas para o processo de impeachment, o que só poderia ser feito por meio de uma nova lei, aprovada por deputados e senadores.

No recurso, o presidente da Câmara diz que não cirou qualquer "inovação", mas somente aplicou ritos já previstos no Regimento da Câmara. "Foram apenas sintetizadas e explicitadas as regras respectivas, com absoluta transparência e clareza", diz num dos recursos.
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Em outro recurso, Cunha respondeu à decisão de Zavascki a pedido do deputado Wadih Damous (PT-RJ). No mandado de segurança, o parlamentar argumentou que, ao anunciar o rito, Cunha não possibilitou que ele pudesse recorrer e suspender a validade do trâmite definido por ele.
No recurso, Eduardo Cunha diz que o objetivo do deputado é apenas atrapalhar o trabalho da Câmara dos Deputados e argumenta que não tomou decisões ilegais ou ilegítimas. "Não há absolutamente nada de equivocado, ilegal, ilegítimo, inconstitucional no que restou decidido pela Presidência da Câmara dos Deputados."
O presidente da Câmara compara, ainda, a situação atual com a época em que o deputado Ibsen Pinheiro era presidente da Casa, quando houve o impeachment do ex-presidente Fernando Collor. "As regras adotadas nesse caso e naquele outro são praticamente as mesmas, ressalvadas as alterações legislativas e entendimentos judiciais posteriores", escreveu.
Cunha também recorreu de um outro mandado de segurança, aceito pela ministra Rosa Weber, do deputado Rubens Pereira Júnior (PC do B-MA), que apresentou fundamento semelhante, de que durante a sessão que anunciou o rito, Cunha impediu que se apresentasse um recurso.

As decisões não proibiram a Câmara de acolher um pedido de impeachment, mas tornaram muito arriscado qualquer procedimento adotado posteriormente, como a formação da comissão especial que analisa o caso.

Também inviabilizaram a estratégia atribuída a Cunha de rejeitar um pedido de impeachment, o que permitiria a um deputado apresentar recurso, o que levaria a decisão para votação em plenário.

Leia também;
Ele recorreu ao STF contra suspensão de rito.
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'Não existe justiça para quem tem dinheiro', diz filho de operário morto
Motorista deve ser solta hoje após fiança.
Fonte G1 da Globo

PERAÇÃO RESGATA 58 TRABALHADORES EM CONDIÇÕES DEGRADANTES NO MA


PF Ministério do Trabalho e Ministério Público participaram da ação.
Vítimas trabalhavam e viviam em condições sub-humanas em São Luís.

19/10/2015 22h45 - Atualizado em 19/10/2015 22h45
Operação resgata 58 trabalhadores em condições degradantes no MA
PF Ministério do Trabalho e Ministério Público participaram da ação.
Vítimas trabalhavam e viviam em condições sub-humanas em São Luís.
 Homens são funcionários de empresa responsável pelo asfaltamento em São Luís (Foto: Divulgação / MPT)
Cinquenta e oito trabalhadores foram resgatados em condições análogas à escravidão, na Vila Canaã, em Paço do Lumiar.  A operação realizada pelo Ministério Público do Trabalho (MPT),Polícia Federal (PF) e Superintendência Regional do Trabalho (SRT) foi iniciada no dia 8 de outubro e encerrada na última sexta-feira (16) com o pagamento de R$ 374 mil reais em verbas trabalhistas aos trabalhadores.

Segundo o MPT, eles são funcionários da Central Engenharia, empresa responsável pelo asfaltamento em São Luís (MA). Durante a operação foi constatada situação degradante no alojamento, no transporte e na usina de asfalto da empresa.

De acordo com a procuradora do MPT-MA responsável pelo caso, Virgínia de Azevedo Neves, a Central Engenharia será processada, assim como o município de São Luís. O órgão vai ajuizar, nos próximos dias, uma ação civil pública, cobrando a punição dos responsáveis e o pagamento de indenização por dano moral coletivo.

Condições degradantes
Durante a operação, os fiscais constataram que os trabalhadores dormiam em redes com menos de um metro de distância umas das outras, o que fere a legislação trabalhista. Sem espaço nos quartos, alguns operários utilizavam caminhões e galpões abertos como dormitório, expostos à poeira, ao frio e outras intempéries.
Trabalhadores dormiam em redes com menos de um metro de distância umas das outras (Foto: Divulgação / MPT)
Os quartos não tinham janelas, apenas elementos vazados, o que comprometia a ventilação e o conforto térmico. No banheiro, além da completa falta de higiene, existiam apenas dois vasos sanitários e um chuveiro. Na área da lavanderia, foram improvisados outros três chuveiros para banhos coletivos, sem qualquer privacidade.

A água para consumo no alojamento e nas frentes de trabalho não era potável. Foi constatado o uso de copos coletivos pelos trabalhadores. Num dos dormitórios, a equipe de fiscalização encontrou um fogão com botijão de gás.

Além do alojamento, as equipes estiveram nas duas usinas de asfalto da Central Engenharia na Vila Canaã e na Vila Maranhão (área Itaqui-Bacanga).
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Interdição
Em agosto deste ano, as duas usinas de asfalto já tinham sido interditadas, por falta de segurança. A interdição das duas usinas foi mantida pelos auditores e outros quatro autos de interdição foram lavrados, paralisando todas as frentes de trabalho da empresa em São Luís, e proibindo o uso da máquina de bloquetes, da furadeira de bancada, do conjunto moto esmeril e do bebedouro do alojamento.

Segundo a equipe de auditores fiscais do trabalho, os operários estavam sendo transportados na carroceria de caçambas, junto com o asfalto ou pinche, o que motivou a interdição de todas as frentes de trabalho da Central Engenharia.

Com o resgate, os trabalhadores terão direito a três meses de seguro-desemprego, 13º salário e férias proporcionais, além do saldo de salário. Cerca de 120 homens atuavam na informalidade, pois não tinha a carteira profissional assinada pela empresa.

Um operador de máquinas sofreu um grave acidente de trabalho no mês passado. Ele quebrou o braço e feriu a mão, após manipular o compressor de ar. Há ainda relatos de trabalhadores que sofreram choques elétricos no acionamento das máquinas da usina.

Justificativas
O G1 tentou contato, por telefone, com a advogada Maria Dorismar, que representa a Central Engenharia, mas não ninguém atendeu.
As duas usinas de asfalto Central Engenharia já tinham sido interditadas, por falta de segurança (Foto: Divulgação / MPT)
A Secretaria Municipal de Obras e Serviços Públicos (Semosp) disse por nota que cabe apenas à empresa as responsabilidades legais da execução do contrato e que abrirá procedimento para apurar responsabilidades. Confira a nota na íntegra:

NOTA

A Secretaria Municipal de Obras e Serviços Públicos (Semosp) informa que cabe à empresa o cumprimento das responsabilidades legais relativas à regular execução do contrato. A Semosp informa que abrirá procedimento administrativo para aplicação das penalidades cabíveis e que vai exigir da Central o cumprimento do contrato em conformidade com as normas legais.
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Do G1 MA