terça-feira, 12 de abril de 2016

VOTAÇÃO DO IMPEACHMENT NO PLENÁRIO DA CÂMARA COMEÇARÁ ÀS 14H DE DOMINGO

BRASÍLIA — A sessão de votação do impeachment da presidente Dilma Rousseff na Câmara dos Deputados começará no próximo domingo às 14h, segundo cronograma definido em reunião dos líderes partidários com o presidente da Câmara, deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ). As discussões do processo de afastamento terão início às 8h55 da sexta-feira (15). A informação foi passada pelos deputados Bruno Araújo (PSDB-PE) e Pauderney Avelino (DEM-AM), líder do partido. Os dois participaram da reunião com Cunha.
Na sexta-feira, tanto os autores do pedido de impeachment quanto a defesa da presidente Dilma terão 25 minutos para falar. No mesmo dia, cada um dos 25 partidos políticos com representação na Câmara terá o direito de falar por uma hora. Os líderes indicarão até cinco deputados para discursar.
Todos os deputados também terão direito de se inscreverem, entre às 9h e 11h de sexta, para discursarem no sábado (16), quando a sessão para discursos dos parlamentares inscritos começará às 11h. Cada deputado terá 3 minutos para falar. Os líderes também poderão discursar em todas as sessões - o tempo é proporcional ao tamanho das bancadas e varia de 3 a 10 minutos.
A sessão no domingo terá início às 14h, com a orientação das lideranças das legendas. Em seguida, os deputados serão chamados um a um para dizer o voto. O presidente da Câmara ainda não informou qual será a ordem de chamada dos parlamentares. Semana passada, chegou a ser divulgada uma lista na qual os parlamentares do Nordeste seriam chamadas por último. Para deputados governistas, a ordem deve ser alfabética, como foi na votação do impeachment do ex-presidente Fernando Collor.

— Não haverá possibilidade mais dos líderes e questões de ordem iniciada a votação. Há um entediamento de que cada deputado utilize 10 segundos para o seu voto — disse o deputado Bruno Araújo.

VOTAÇÃO DO IMPEACHMENT NO PLENÁRIO DA CÂMARA COMEÇARÁ ÀS 14H DE DOMI



MORO CONFISCA R$ 5,35 MI DE GIM E MAIS QUATRO ALVOS DA VITÓRIA DE PIRRO

A Justiça Federal decretou o bloqueio de R$ 5,35 milhões do ex-senador Gim Argello (ex-PTB/DF) e de outros cinco alvos da Operação Vitória de Pirro, 28.ª etapa da Lava Jato deflagrada nesta terça-feira, 12. O valor corresponde à propina que Argello teria tomado em 2014 das empreiteiras UTC Engenharia e OAS para livra-las da CPMI da Petrobrás no Congresso - R$ 5 milhões foram repassados para quatro partidos da Coligação União e Força e R$ 350 mil foram parar em conta da paróquia São Pedro, de Taguatinga, frequentada pelo político.
De acordo com a força-tarefa, o pagamento a paróquia é associado ao codinome "Alcoólico". Os investigadores identificaram "Alcoólico" como sendo Gim Argello, num trocadilho com a bebida "Gim".
"Viável o decreto do bloqueio dos ativos financeiros dos investigados em relação aos quais há prova de recebimento de propina. Não importa se tais valores, nas contas bancárias, foram misturados com valores de procedência lícita. O sequestro e confisco podem atingir tais ativos até o montante dos ganhos ilícitos.Considerando os valores da propina paga, resolvo decretar o bloqueio das contas dos investigados até o montante de cinco milhões e trezentos e cinquenta mil reais", assinalou o juiz federal Sérgio Moro.
A medida alcança ativos em contas e investimentos de Gim Argello, seu operador financeiro Paulo César Roxo Ramos e de três pessoas jurídicas - Argelo & Argelo Ltda., Garantia Imóveis Ltda. e Solo Investimentos e Participações Ltda.
Moro anotou que a medida cautelar apenas gera o bloqueio do saldo do dia constante nas contas ou nos investimentos, 'não impedindo, portanto, continuidade das atividades das empresas ou entidades, considerando aquelas que eventualmente exerçam atividade econômica real'. Ele destacou que em relação às pessoas físicas, caso haja bloqueio de valores atinentes a salários, promoverá, mediante requerimento, a liberação.
No mesmo despacho, o juiz da Lava Jato já se adiantou e cravou que a competência para mais essa etapa da investigação é mesmo da Justiça Federal em Curitiba - base de toda a operação. "A investigação, na assim denominada Operação Lava Jato, abrange crimes de corrupção e lavagem de dinheiro transnacional, com pagamento de propinas a agentes da Petrobrás em contas no exterior e a utilização de expedientes de ocultação e dissimulação no exterior para acobertar o produto desse crime. Embora a Petrobrás seja sociedade de economia mista, a corrupção e a lavagem, com depósitos no exterior, têm caráter transnacional, ou seja iniciaram-se no Brasil e consumaram-se no exterior, o que atrai a competência da Justiça Federal. O Brasil assumiu o compromisso de prevenir ou reprimir os crimes de corrupção e de lavagem transnacional, conforme Convenção das Nações Unidas contra a Corrupção de 2003 e que foi promulgada no Brasil pelo Decreto 5.687/2006. Havendo previsão em tratado e sendo os crimes transnacionais, incide o artigo 109, V, da Constituição Federal, que estabelece o foro federal como competente."
O magistrado observou que 'no presente caso, a toda obviedade, o crime teria sido praticado por Gim Argello, então na condição de senador, utilizando os poderes inerentes a sua condição de integrante das comissões parlamentares de inquérito, o que por si só atrai a competência da Justiça Federal, considerando a natureza federal do cargo e das instituições, bem como a superveniente perda do foro privilegiado'.
Sérgio Moro ressaltou que as informações que deram origem à Vitória de Pirro foram compartilhadas pelo Supremo Tribunal Federal com a Justiça Federal.

Ele se reporta aos dados contidos nas delações premiadas do empreiteiro Ricardo Pessoa, da UTC Engenharia, e Walmir Pinheiro Santana, diretor da empreiteira. Ambos revelaram os pagamentos de propinas para o ex-senador. "Oportuno ainda lembrar que foi o Supremo Tribunal Federal quem enviou a este Juízo cópia dos depoimentos de Ricardo Ribeiro Pessoa e de Walmir Pinheiro Santana, com o relato acerca da propina paga a Gim Argello, para a continuidade das investigações e do processo."

ÁUDIO DÁ MUNIÇÃO CONTRA TEMER

A poucos dias da votação do impeachment de Dilma Rousseff no plenário da Câmara dos Deputados, o áudio vazado nesta segunda-feira (11/04) em que o vice-presidente Michel Temer discursa como se a destituição da presidente estivesse sacramentada causou perplexidade no governo federal e recebeu críticas até mesmo da oposição.
Para analistas ouvidos pela DW, Temer mostrou mais uma vez um claro distanciamento com Dilma e, caso não tenha sido enviado por acidente, o áudio poderá se tornar um erro estratégico caso a presidente não perca a votação deste domingo. O vazamento da gravação, além disso, pode ter sido uma tentativa de influenciar o voto dos deputados federais indecisos.
© Fornecido por Deutsche Welle O vice-presidente Michel Temer: gravação pode ter sido tentativa de influenciar o voto dos deputados
Para o professor de política Humberto Dantas, do Insper, a postura de Temer parece condizente com uma atitude de conspiração e de quem está, ao contrário do que ele mesmo diz, construindo planos e seu próprio governo.
"O discurso mostra um vice já preocupado em assumir o poder, bem diferente daquele que nos jornais declara que é hora de união", destaca. "Mesmo que Dilma sofra impeachment, ele não ganhará nada com a gravação."
O cientista político Leonardo Neves, do Ibmec/RJ, diz que Temer não pede explicitamente votos a favor do impeachment, mas indica que já espera isso como certo. "Ele parece estar falando com os que estão em dúvida. Ao se apresentar como presidente, ele está adicionando um elemento no cálculo dos deputados que só vão se decidir na última hora."
Para Paulo Sotero, diretor do Instituto Brasil do Wilson Center, em Washington, as consequências podem ser negativas porque a presidente tem a oportunidade de reforçar a tese de que tudo isso é um grande trama para tirá-la do poder – como o fez nesta terça-feira (12/04), ao acusar Temer de traição, conspiração e golpe.
"Se foi uma estratégia enviar o áudio e Dilma continuar no poder, isso terá sido um erro crasso. Mas não é esse vazamento que vai determinar a votação no domingo", opina.
Na gravação, o peemedebista afirma que decidiu falar após uma "votação significativa" determinar o prosseguimento do processo contra Dilma e que estava recolhido para não "aparentar que estaria praticando algum gesto com vistas a ocupar o lugar" da presidente. Além disso, ele diz que "precisa estar preparado para enfrentar os graves problemas que hoje afligem o país".
Críticas até da oposição
O gabinete de Temer confirmou a veracidade da gravação de quase 14 minutos e disse que ele enviou o áudio "por acidente" aos correligionários. "Trata-se de um exercício que o vice-presidente estava fazendo em seu celular e que foi enviado acidentalmente para a bancada", afirmou em nota.
A reação dos aliados de Dilma foi imediata. O ministro-chefe do gabinete pessoal de Dilma, Jacques Wagner, afirmou que o vice deveria renunciar ao seu cargo após a votação do impeachment na Câmara e a eventual permanência de Dilma no poder para ser coerente com a "atitude golpista".
Ele declarou, ainda, que Dilma "ouviu e ficou perplexa". "[A gravação de Temer] rasga uma fantasia de patrocinador e maior beneficiário neste golpe."
Até mesmo líderes da oposição criticaram a ação do vice-presidente. O líder da minoria no Congresso, Mendonça Filho (DEM-PE), disse que a gravação foi um "equívoco".
"Não sou a favor de antecipar etapas, e o vice-presidente, um homem experiente na política, certamente sabe disso. Com certeza a gravação fazia parte de um exercício e hipótese", afirmou.
Histórico de fogo amigo
Não é a primeira vez que Temer entra numa saia-justa com Dilma Rousseff. No último episódio, em dezembro, o vice acirrou a crise política ao enviar uma carta à presidente afirmando que era tratado como figura "decorativa" por Dilma, apesar de, segundo ele, ter se mantido leal ao governo.
Em agosto, quatro meses depois de ser escolhido como novo articulador político do governo, Temer anunciou que deixaria a função. No início do mesmo mês, o vice-presidente afirmou, após se reunir com líderes da base aliada, que o Brasil precisava de "alguém que tenha a capacidade de reunificar a todos".
Em fevereiro do ano passado, o PMDB e o PT tiveram posições contrárias no apoio aos candidatos à presidência da Câmara dos Deputados. Na época, Temer e sua legenda defenderam a candidatura vencedora de Eduardo Cunha, que não era considerado um aliado confiável pelo governo.

Autor: Fernando Caulyt

segunda-feira, 11 de abril de 2016

AGENCIA DO BANCO DA AMAZÔNIA DE RURÒPOLIS MAIS UMA VEZ FOI VITIMA DE ASSALTO,


hoje por volta das 10h e 30 minutos o banco da Amazônia de Ruròpolis foi assaltado novamente, segundo informação os bandidos estavam fortemente armados e dispararam de vários tiros amedrontando os presentes e rendendo os funcionários, os assaltantes demoraram mais ou menos uns 15 minutos e saíram com os reféns o Gerente Senhor Ronaldo em seu carro junto com outras pessoas, e saíram na BR 163 em direção a Itaituba, a estrada já bronqueada os mesmos voltaram na direção da cidade de placas onde foi surpreendido com outro broqueio da policia, os bandidos se vendo cercados  ficarão rondando dentro da cidade os mesmos endo perseguidos pela policia se dirigiram pelo o Travessão da cachoeira onde segundo informação queimaram um carro.

Merece destacar a precisão da policia nesta operação buscando prender os bandidos mais com todo cuidado com os civis.

mais informação levaremos para vocês.

AS 7 MAIORES MULTAS POR CRIMES AMBIENTAIS APLICADAS PELO IBAMA NO PARÁ

Pedro Cordeiro, de Novo Progresso, encabeça o ranking no Pará dos que sofreram as maiores multas aplicadas pelo Ibama em 2015.
A multa dele por destruição de floresta nativa na floresta nacional do Jamanxim chegou a R$ 30,7 milhões.

Leia também – Nº 1 da Semma de Óbidos deixa o cargo; agrônoma assume a secretaria.

Ele aparece ainda nas segunda e terceira colocações do ranking paraense, ambas no valor de R$ 15 milhões, por destruição de 1,5 mil hectares de floresta nativa na fazenda de sua propriedade, a Búfalo Branco, em Novo Progresso.
Abaixo, os 6 primeiros colocados desse ranking, segundo o Ibama
1º – Pedro Cordeiro
Valor da multa: R$ 30,7 milhões
Data da autuação: abril de 2015
Causa: destruição de 3.070,38 hectares de floresta nativa, no interior da flona Jamaxim, sem licença ambiental.
Município: Novo Progresso

fonte blog do Jeso

COMISSÃO SE REÚNE PARA VOTAR PARECER SOBRE IMPEACHMENT NESTA SEGUNDA

Sessão, marcada para 10h, será retomada com discussão sobre parecer.
Após votação pelo colegiado, caso segue para plenário da Câmara.
A comissão especial que analisa o pedido de impeachment da presidente Dilma Rousseff tem sessão marcada nesta segunda-feira (11) para votar o parecer do deputado Jovair Arantes (PTB-GO), favorável à continuidade do processo de afastamento. Depois da análise no colegiado, o caso vai ao plenário da Câmara dos Deputados.
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·         o pedido
·         o relatório
·         a defesa
·         frases dos deputados
A reunião, marcada para as 10h, começará com a discussão sobre o parecer. O debate começou na tarde de sexta-feira (8) e foi até 4h43 da madrugada deste sábado (9).
Após o encerramento do debate, os deputados devem iniciar a votação do parecer, prevista para ocorrer a partir das 17h.
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·         o mandato em jogo
·         como funciona o processo
·         entenda: vídeo interativo
·         perguntas e respostas
·         decisão de abertura
·         decisão do STF sobre rito
·         comissão na câmara
·         argumentos pró e contra
·         pedido x defesa x parecer
A comissão tem prazo de cinco sessões, a partir da apresentação da defesa de Dilma -- que aconteceu na segunda (4) -- para votar o parecer do relator. O prazo expira nesta segunda. O presidente da comissão, Rogério Rosso (PSD-DF) quer votar o parecer até meia-noite para evitar questionamentos em relação ao processo.
A data de análise do processo de impeachment pelo plenário da Câmara ainda não foi definida, mas a previsão é de que a discussão seja iniciada na sexta (15) e que a votação ocorra no domingo (17). Cada um dos 25 partidos políticos com representação na Câmara terá direito a uma hora de pronunciamentos no plenário.
No plenário, o processo de impeachment é aberto se dois terços (342) dos 513 deputados votarem a favor. Se for aberto o processo de impeachment, o processo segue para análise do Senado.
No Senado, a sessão que decide sobre o impeachment é presidida pelo presidente do Supremo Tribunal Federal (STF). Se for aprovado por maioria simples, Dilma é obrigada a se afastar por até 180 dias até a decisão final.
O impeachment só é aprovado se dois terços (54) dos 81 senadores votarem a favor.
Se absolvida no Senado, a presidente reassume o mandato imediatamente; se condenada, é automaticamente destituída, e o vice-presidente é empossado.
Defesa
Segundo o presidente da comissão, Rogério Rosso (PSD-DF), o advogado-geral da União, José Eduardo Cardozo, confirmou que comparecerá à reunião do colegiado nesta segunda. Cardozo poderá, de acordo com Rosso, se manifestar, por 20 minutos, após a fala de Rosso e de Jovair Arantes.
Cardozo já foi ao colegiado para fazer a defesa prévia, mas não se manifestou na comissão após a apresentação do parecer de Arantes.
O advogado-geral da União conovocou coletiva de imprensa na quarta (6), quando disse que o relatório era passível de nulidade porque o direito de defesa da presidente foi "cerceado". Na ocasião, o advogado da União substituto de Cardozo, Fernando Luiz Albuquerque Faria, presente na sessão, não foi autorizado a se pronunciar.
saiba mais
Restrição
A Mesa Diretora da Câmara dos Deputados informou que restringirá o acesso às dependências da Casa entre os dias 11 e 21 de abril, período em que deve ocorrer a votação do impeachment tanto na comissão especial quanto no plenário.
Apenas deputados, servidores, jornalistas credenciados e prestadores de serviço poderão entrar nas dependências da Câmara entre os dias 14 e 21 de abril. A decisão, segundo a direção da Câmara, foi tomada por questões de "segurança e proteção das pessoas e do patrimônio físico, histórico e cultural da instituição".
Senado
Nesta semana, os senadores também estarão atentos aos desdobramentos do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff na Câmara dos Deputados.

Na semana passada, alguns parlamentares, como Randolfe Rodrigues (Rede-AP), Valdir Raupp (PMDB-RO) e o próprio presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), defenderam a antecipação das eleições para presidente da República como alternativa ao impeachment.

De acordo com o Blog do Camarotti, Renan Calheiros já avisou a senadores que vai criar uma comissão para analisar o tema.

Pauta
No plenário, os senadores devem concluir a votação de um projeto que restringe punições a prefeituras que ultrapassarem limite de gastoso com servidores e desobriga prefeito a arcar com despesas empenhadas pelo antecessor.
Também devem ser analisadas propostas que incorporam mecanismos de controle interno de órgãos públicos, como ouvidorias, à Consituição, e que restringem cargos comissionados na administração federal.
Delcídio
Expira na sexta-feira (15) o atestado de saúde do senador Delcidio do Amaral (sem partido-MS). Ele se submeteu a uma cirurgia para retirada da vesícula na semana passada e por isso não retornou às atividades parlamentares. O ex-líder do governo no Senado responde, no Conselho de Ética, a processo por quebra de decoro parlamentar que pede a cassação do seu mandato.
Delcído é acusado de tentar obstruir as investigações da operação Lava Jato. Ele chegou a ficar 87 dias preso em Brasília, mas, em fevereiro, após acordo de delação premiada, o senador deixou a prisão por determinação do Supremo Tribunal Federal. O Conselho de Ética marcou um novo depoimeno de Delcídio para o dia 19 de abril.


Gustavo Garcia e Laís AlegrettiDo G1, em BrasíliaCEBOOK

sexta-feira, 8 de abril de 2016

AO MENOS 53 DELEGADOS PODEM ENTREGAR SEUS CARGOS

 Entrega dos cargos comissionados é uma resposta à coação sofrida pela delegada Daniela Santos. (Foto: Divulgação/Adepol)
Circula nas redes sociais uma relação com os nomes de dezenas de delegados da Polícia Civil do Pará, em repúdio à coação sofrida por uma delegada nesta sexta-feira (8). O caso foi confirmado pela Associação dos Delegados do Estado do Pará (Adepol).
A lista já superou 50 nomes - sendo alguns delegados com cargo de chefia - e todos prometem entregar seus cargos em solidariedade à delegada Daniela Santos, diretora da Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher (Deam), coagida por outras duas delegadas à entregar o cargo comissionado.
Segundo a categoria, a delegada não aceitou assinar um documento que dava ciência à uma decisão do Tribunal de Justiça do Estado (TJE), que na quinta-feira (07), decretou ilegal a paralisação dos delegados, que durou 24 horas, ontem.
"O caso (da coação) gerou revolta na categoria. Como forma de solidariedade, muitos que também são DAS vão entregar seus cargos. Até a última atualização, 55 delegados já tinham confirmado. Acreditamos que isso já seja mais da metade”, disse ao DOL, por telefone, um dos delegados relacionados, que preferiu não se identificar.
Segundo a Adepol, pelo menos 53 delegados devem entregar os cargos comissionados.
A associação afirmou, inclusive, que o documento em questão deveria ser assinado pelo delegado João Moraes, presidente do Sindicato dos Delegados de Policia Civil do Estado do Pará (Sindelp), que não está em Belém, e não pela delegada da Deam.
Além de esclarecer a categoria sobre o que aconteceu, a Adepol promove na noite de hoje uma assembleia geral para avaliar a paralisação e formalizar uma decisão em relação à proposta do Governo.
O DOL entrou em contato com a Polícia Civil e aguarda um posicionamento sobre o caso da delegada Daniela Santos.
DECISÃO
O TJE julgou ilegal a prática de greve ou qualquer outra forma de paralisação que a Sindicato dos Delegados de Polícia Civil do Pará (Sindelp) possa promover, sob a pena de aplicação de multa diária no valor de R$ 20 mil.
A paralisação dos delegados teve como objetivo conscientizar a sociedade sobre as péssimas condições de trabalho da Polícia Civil e sensibilizar o Governo a cumprir a Lei Complementar n° 094, de 04 de abril de 2014, que estabelece uma política de remuneração da autoridade policial que trata o Artigo 30 da Lei Complementar 22, de 15 de março de 1994.
(DOL)
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O que é o vírus zika?
É um vírus da família dos flavivirus, a mesma da dengue e da febre amarela. Foi isolado pela primeira vez em 1947 em primatas de Uganda, na floresta Zika. Por esse motivo tem essa denominação

Como é transmitido?
Nas cidades, principalmente por meio do Aedes aegypti, que também transmite a dengue e a chikungunya
Quais os sintomas?
Mais de 80% dos casos são assintomáticos, mas alguns dos sintomas que podem aparecer são febre e vermelhidão (veja infográfico), que geralmente desaparecem depois de 3 a 7 dias

O vírus zika também pode causar outros sintomas mais graves?
Em adultos, é possível que o zika cause a síndrome de Guillain-Barré, doença neurológica rara e paralisante. Há relato de casos após o contato com o vírus, mas a relação ainda não foi comprovada

O Aedes pode transmitir mais de um tipo de vírus na mesma picada?
Em tese sim, mas isso ainda não foi observado. Por outro lado, já houve o relato de uma coinfecção em um paciente de zika com dengue

Devo evitar viajar a lugares onde o zika circula?
Por ora, entidades como OMS (Organização Mundial da Saúde), OMT (Organização Mundial do Turismo) e o Ministério da Saúde brasileiro não fizeram alertas para que se não viaje a lugares com presença do vírus. Mas todas recomendam uso de repelentes, roupas que protegem o corpo e preservativos (há suspeita de transmissão sexual da doença), além da ventilação de ambientes e instalação de telas e mosquiteiros. Nos EUA, o CDC (agência de saúde local) recomendou a grávidas adiarem suas viagens


Quais são as regiões com mais casos da doença?
Hoje, o mosquito transmissor, o Aedes aegypti, está presente no mundo inteiro, embora haja uma maior ocorrência de zika nas Américas Central e do Sul (destaque para a Colômbia e Brasil, especialmente na região Nordeste. O mosquito costuma transitar mais em ambientes urbanos, onde há grande quantidade de pessoas e uma série de criadouros -em regiões afastadas, o risco é menor

DILMA DIZ QUE PREVALECE NO PAÍS O 'CLIMA DE QUANTO PIOR, MELHOR'

A presidente Dilma durante a inauguração de estádio aquático no Rio de Janeiro
A presidente Dilma Rousseff disse nesta sexta-feira (8) que o Brasil tem hoje "um clima de quanto pior melhor".
Na inauguração do Centro Olímpico de Esportes Aquáticos, no início da tarde desta sexta, a presidente usou a organização dos Jogos Olímpicos como exemplo para o país voltar a crescer.
Ela citou a parceria das três esferas de poder (municipal, estadual e federal) e da iniciativa privada na organização do evento como modelo para o Brasil.
"Hoje, no Brasil, tem um certo clima que não chamo de mau humor, chamo de 'quanto pior, melhor'. Esse clima não interessa à necessária estabilidade economia e politica do país. Se somos capazes de fazer uma Olimpíada, somos capazes de fazer também o nosso país voltar a crescer", afirmou Dilma.
"Para isso, o elemento da convergência, o elemento do diálogo e o elemento da parceria [é necessário]. Daí digo que esse é um momento especial. Um símbolo e um exemplo para o Brasil do que é possível fazer quando pessoas de bem se unem em prol do bem do povo brasileiro", acrescentou.
A inauguração do centro aquático foi realizada com portões fechados. Apenas autoridades, atletas e 14 operários que trabalharam na obra assistiram ao evento.
PAES
Em seu discurso, o prefeito do Rio, Eduardo Paes, disse que o estádio Olímpico de Londres gastou, sozinho, mais do que todas as arenas utilizadas no Rio.
Construído no Parque Olímpico da Barra, o Centro Olímpico de Esportes Aquáticos receberá provas e natação olímpica e paralímpica, além do polo aquático durante os Jogos Rio 2016.
O centro contará com uma arena de competição, uma área para aquecimento e uma área externa para circulação de pessoas e apoio operacional.
O Ministério do Esporte gastou R$ 225,3 milhões do Ministério do Esporte, sendo R$ 217,1 milhões para construção e outros R$ 8,2 milhões para manutenção.
EVENTOS-TESTE
Centro Olímpico de Esportes Aquáticos receberá, de 15 a 20 de abril, o Campeonato Brasileiro - Troféu Maria Lenk de Natação. A competição, que servirá como evento-teste da modalidade, reunirá os maiores nadadores brasileiros em busca da vaga para os Jogos Olímpicos Rio 2016 e 55 atletas de 11 países.
Depois dos Jogos, o centro será desmontado e dará origem a outros três parques aquáticos. 


Ricardo Borges/Folhapress

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