sexta-feira, 13 de março de 2015

PRF APREENDE DROGA ESCONDIDA EM TANQUE DE CARRO EM ITAITUBA, NO PARÁ

Tanque de combustível escondida parte de cerca de 40 quilos de pasta base
Motorista e passageiro foram detidos na rodovia BR-230 nesta sexta, 13.

A Polícia Rodoviária Federal (PRF) apreendeu nesta sexta-feira (13), no quilômetro 11 da rodovia BR-230, em Itaituba, no sudoeste do Pará, um carro que transportava cerca de 40 quilos de pasta base de cocaína. Parte da droga estava escondida no tanque de combustível.
Segundo a PRF, os criminosos adotam a tática para burlar a fiscalização e transportar os entorpecentes com mais facilidade. A carga teria como destino a cidade de Santarém.
Motorista e passageiro foram detidos e encaminhados para a Seccional de Polícia de Itaituba.

Fonte G1.globo.com

MEGA OPERAÇÃO POLICIAL É ORGANIZADA PARA A CAPTURA DOS ASSALTANTES


Uma Mega Operação das Polícias Civil e Militar está sendo realizada neste momento no município de Placas para a captura dos Assaltantes do Banco da Amazônia, segundo informações fornecidas pela polícia, ontem os bandidos foram encurralados em uma área de mata cercada por pastagens e chegaram a trocar tiros com a policia e com caçadores locais. Mas devido a mata ser muito densa a policia não conseguiu adentrar muito ontem.
Neste momento fui informado que os bandidos estão sitiados pela policia que já fechou todas as Rotas de fuga possível naquela região, os bandidos já foram avistados pelos policiais, e dos quatro criminosos somente três seguem juntos pela mata, um se separou do grupo, mas a polícia está com duas equipes de Policiais de Elite no encalço deles, moradores e caçadores da região que conhecem bem a área estão dando apoio na busca.

 A Operação conta com duas equipes do Grupamento Tático da Policia Militar sob o comando do Major Firmino, uma equipe da Cavalaria de Belém, duas Equipes do GTO sobre o comando do Capitão Wilton, nove Policiais Militares de Placas Sob o comando do Sub Tenente Queiroz, nove Policiais Militares de Rurópolis sob o comando da Tenente Vanilce, uma equipe do COE no Helicóptero Guardião 01 das Operações Aéreas da PM sob o comando do Tenente Coronel Armando, uma equipe do COE no Helicóptero Guardião 08 das Operações Aéreas da PM sob o comando do Major Freitas. A Investigação está sendo liderada pelo Delegado Celso Santiago, que conta com o apoio das Policias Civil de Rurópolis e Uruará e uma Equipe de inteligência da Polícia Civil e uma Equipe de Peritos do Instituto Renato Chaves. 
Delegado Celso Santiago e Perito do Instituto Renato Chaves
A Operação ocorre da seguinte forma, a Polícia Civil está ouvindo as testemunhas, coletando provas e periciando os locais e atuando fortemente na investigação, enquanto a Polícia Militar está bloqueando as Rotas de fuga e patrulhando a BR e as Vicinais próximas, o GTO e o TÁTICO estão nas matas no encalço dos bandidos e o Grupamento aéreo sobrevoa a área e dá o apoio logístico necessário para os policiais em terra, e patrulha ostensivamente a região pelo ar.
Dessa vez os Bandidos se deram mal, pois estão na mata sem suprimentos, sem vestimentas extras, sem lanterna e sem poder fazer fogo a noite, e sem o dinheiro que roubaram, mas nessa hora dinheiro é o que menos importa pra eles que estão acuados na mata. Com essa mega operação a carreira deles é para encerrar em Placas, pois a polícia está determinada a captura-los, não importa o tempo que dure.




 Na manhã desta Sexta-feira dia 13 de Março, as Policias Civil e Militar recuperaram o dinheiro do assalto ao BASA de Placas. O Dinheiro foi encontrado na Vicinal do KM 235 na mata próxima ao local onde foram liberados os reféns.Estive nesta manha acompanhando a ação da polícia Militar na região em busca dos bandidos, e posso afirmar que o tempo deles está acabando, pois a policia está no encalço deles, os bandidos já foram visualizados e se embrenharam nas matas, uma equipe policiais segue no encalço deles.
Fonte blog do Gilberto leite

ASSALTO NO BANCO DA AMAZÔNIA DE PLACAS


Segundo informações fornecidas pela Policia Civil, o cerco está fechado para os assaltantes, pois na vicinal tem mais de 10 viaturas e as Policias Militar e Civil juntamente com o Grupamento Tático da PM, seguem no encalço dos Bandidos, na localidade tem dois helicópteros sobrevoando a área e os bandidos estão escondidos em uma área de mata virgem de uns 15 km², alguns agricultores e caçadores da vicinal estão ajudando a policia na perseguição, pois eles conhecem bem a área, portanto é uma questão de tempo para que esses assaltantes sejam presos.
A Caminhonete Hilux fundiu motor na vicinal e foi abandonada na ESTRADAhttp://cdncache1-a.akamaihd.net/items/it/img/arrow-10x10.png a três quilômetros da Rodovia, os assaltantes estão em uma área de mata cercada por fazendas e segundo as perspectivas podem ser encontrados a qualquer instante.
Na manhã desta quinta feira dia 12 de Março de 2015 às 09:50 uma quadrilha de assaltantes adentrou na Agencia do Banco da Amazônia de Placas e anunciou o assalto, segundo as primeiras informações eram seis assaltantes, no momento do assalto eles fizeram uma trincheira humana com os reféns sem camisa em frente a agencia, mas devido os principais pagamentos dos servidores já terem sido efetuados a agencia se encontrava com pouco dinheiro, a ação dos criminosos durou em média 20 minutos, eles saíram da agencia em uma caminhonete cheia de reféns no sentido Rurópolis, mas devido uma ação rápida da polícia Militar a fuga deles foi frustrada. Mais detalhes na próxima matéria.
Veja abaixo algumas imagens do assalto e dos reféns.

 Após efetuarem o assalto que não foi bem sucedido por que tinha pouco dinheiro na agencia, (o pagamento dos servidores da prefeitura do mês de Fevereiro já tinha sido efetuado entre os dias 26/02/2015 e 06/03/2015), os assaltantes seguiram em uma Pickup Hilux cheia de reféns no sentido Rurópolis, mas uma equipe do Tático da Polícia Militar já os aguardavam em uma ponte a 2 km na saída da cidade, ouve uma rápida troca de tiros e o pneu do carro da caminhonete foi atingido, e os assaltantes retornaram para a cidade de Placas, na volta um dos reféns caiu do carro em frente ao posto Boa Sorte, e ficou levemente ferido, os assaltantes atravessaram a cidade e seguiram no sentido Uruará com os reféns, mas a policia militar já os aguardava na BR 230 sobre uma ponte a 5 km da cidade, eles retornaram e entraram na vicinal do km 235 sul, na entrada da Vicinal liberaram um dos reféns deixando com ele o recado para não serem seguidos pela polícia. Mas a caminhonete fez todo esse percurso com o Pneu traseiro do lado direito furado, e por diversas vezes rodou na ESTRADAhttp://cdncache1-a.akamaihd.net/items/it/img/arrow-10x10.png e quase tombou. A polícia militar junto com a Polícia Civil entraram na Vicinal em perseguição aos bandidos e em busca dos reféns. Assaltantes foram encurralados na vicinal.
Na próxima matéria mais informações sobre a liberação dos reféns e a prisão de um dos Bandidos.
 Por volta da 11:30 uma viatura da Polícia Civil retornou a cidade trazendo alguns reféns e um dos assaltantes feridos, segundo informou a Polícia o bandido foi ferido com um tiro no pé e foi abandonado pelo grupo junto com alguns dos reféns.
O Bandido foi encaminhado para o Hospital Municipal onde foi internado e medicado, e será encaminhado para a Delegacia onde ficará detido. Entre os reféns liberados estavam dois funcionários do Basa, um vigilante, um ex-vereador e alguns clientes, inclusive uma das clientes estava passando mal e foi medicada imediatamente. Atualmente os Assaltantes estão na vicinal do KM 235 Sul, segundo informações da Polícia eles não conhecem o local já que não era essa a sua rota de fuga. e Estão encurralados nas matas próximo a vicinal do km 230, a polícia já os cercam pelo km 235 e km 224, segundo informações é só uma questão de tempo para que eles sejam detidos e tirados de circulação.
Veja abaixo imagens da liberação dos reféns e da prisão de um dos assaltantes.


Fonte, blog do Gilberto Leite.



quinta-feira, 12 de março de 2015

assalto a agência bancária em Placas Criminosos fogem pela Avenida Perimetral Norte após crime. Assalto à agência do Banco da Amazônia (Basa) foi nesta quinta-feira (12).

Assalto à agência do Banco da Amazônia (Basa) foi nesta quinta-feira (12).
Do G1 Santarém




Um vídeo feito por uma moradora de Placas, oeste do Pará, que não quis se identificar com medo de represálias, mostra a hora em que criminosos fogem pela Avenida Perimetral Norte após um assalto à agência do Banco da Amazônia (Basa) na cidade, na manhã desta quinta-feira (12).
Segundo a internauta, a gravação foi feita no momento em que os suspeitos fugiam em direção à cidade de Uruará, depois de terem tentado escapar pela estrada que leva ao município de Rurópolis.
saiba mais

O tenente coronel Rui Guilherme Lacerda Matos, da Polícia Militar, confirmou que uma equipe do Grupo Tático de Santarém e uma guarnição deRurópolis chegaram a fechar as vias que dão acesso a saída do município, mas os suspeitos ainda conseguiram escapar por um ramal que leva a Uruará.
Assalto ao BASA em Placas

O Banco da Amazônia está sendo assaltado neste momento.

quarta-feira, 11 de março de 2015

FORAGIDO DA JUSTIÇA DE SÃO PAULO É PRESO PELA POLICIA CIVIL DE PLACAS OESTE DO PARÁ

A Polícia Civil prendeu, em cumprimento a mandado de prisão preventiva, na cidade de Placas, oeste do Pará, João Paixão Mineiro, de 66 anos, foragido da Justiça de Mairiporã, interior de São Paulo. Ele é acusado da autoria da morte da própria esposa, Zailda Márcia de Jesus. O crime se registrou em 30 de agosto de 2003.

A prisão foi cumprida pelo investigador Fagner dos Santos, da Unidade Integrada Pro Paz de Placas, sob ordem de missão do delegado Celso Santiago. O preso foi conduzido para a Delegacia de Uruará para ficar recolhido no aguardo de transferência para São Paulo.  Conforme o delegado, após o crime, o acusado fugiu para o Estado do Pará, onde passou a viver com o nome falso de Joaquim, em Placas.

PC

terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

PROPINA DE R$ 1 MILHÃO DEVE LEVAR SENADOR DO DEM AO STF

O Ministério Público Federal enviou ao Supremo Tribunal Federal um pedido de abertura de inquérito sobre o senador Agripino Maia (DEM-RN), acusado por um delator de esquema de pagamento de propinas a políticos do Rio Grande do Norte de ter recebido R$ 1 milhão para a campanha de 2010.
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O pedido está no gabinete da ministra Cármen Lúcia, que dará aval para o prosseguimento ou arquivará as investigações.
Presidente nacional do DEM, partido de oposição ao governo, Agripino foi coordenador-geral da campanha do senador Aécio Neves à Presidência no ano passado.
O caso foi revelado neste domingo (22) pelo Fantástico, da TV Globo. Na reportagem, o empresário George Olímpio diz que Agripino pediu o dinheiro durante um encontro no apartamento do político em Natal.
À Folha [de São Paulo], o senador disse que o relato é mentiroso e que o próprio empresário, em 2012, negou ter lhe dado qualquer quantia.

Tags:DEM

Fonte JS

ALTER DO CHÃO CONTAMINADA. “COLIFORMES FECAIS É COISA DE INVEJOSOS”

Para Mauro Vasconcelos, 45 anos, espécie de subprefeito de Alter do Chão, a quantidade elevada de coliformes fecais detectados nas praias da vila balneária santarena está dentro da normalidade.
“Ou vocês acham que existe alguma praia no mundo em que a água é mineral?”, indagou o candidato a vereador pelo PSDB na eleição de 2014 no Facebook.
“Acontece que Alter do Chão é uma das mais famosas [praias] do mundo, estão todos de olho nela, inclusive os invejosos”, arremata.
No Leia Mais, abaixo, a íntegra do que o escreveu.
Análise da água colhida em 4 pontos de Alter do Chão pela Ufopa (Universidade Federal do Oeste do Pará) constatou a contaminação da praia.
Semana passada, o jornal Folha de São Paulo repercutiu o caso nacionalmente.

Fonte JS

GOVERNO DILMA E O PT CANSARAM DE APANHAR DA MÍDIA?

 

Por Henrique Branco (*)
Começo esse texto com a seguinte indagação: o governo Dilma e o PT cansaram de apanhar da mídia e resolveram reagir?
Os últimos dias apontam para essa mudança de postura. O PT começou a travar a disputa no campo da comunicação emitindo notas e se defendendo publicamente das acusações que chegam aos montes contra o partido.
O governo Dilma, via 1º escalão e agora pela própria presidenta, começam a rebater as acusações da mídia na própria mídia.
Dilma nos últimos dias acusou publicamente o PSDB de ser negligente e conivente com a corrupção. Disse em alto bom som que se as acusações de desvios na Petrobras fossem apurados na “Era FHC”, os esquemas não teriam se mantido por tanto tempo.
O que é a pura verdade. Os acusados que se utilizam da delação premiada da operação “Lava Jato”, afirmaram em vários depoimentos que os esquemas que foram descobertos começaram nos anos 1990.
Por que só agora o PT e o governo federal começaram a replicar as acusações que se tornaram rotinas na mídia e que produzem aumento do antipetismo pelo Brasil? Ambos cansaram de apanhar?
Parece que sim. Antes só o ex-presidente Lula (que não é do governo) rebatia publicamente a postura da mídia.
Dilma após a virada de ano se isolou. Passou semanas sem aparecer publicamente. O governo parecia sem rumo, sem comando, sendo levado por uma força motriz, em pura inércia.
Esse cenário de esvaziamento de comando e as medidas tomadas pela equipe econômica, fizeram despencar os índices de aprovação da presidenta. Como escrevi aqui, em outro texto, o sinal vermelho que não é do PT estava aceso no Palácio do Planalto.
O pós-carnaval (data que realmente faz iniciar para muitos o ano no Brasil) parece ter feito o governo e o PT acordarem e atentarem para a necessidade de mudança de postura.
Os estrategistas palacianos não escondem que o objetivo agora é recuperar a imagem e popularidade de Dilma. Por isso, a presidenta, deverá sair do palácio e percorrer alguns estados, aparecer em alguns programas, especialmente os mais populares.

Com a medida de travar a disputa com a oposição no campo da comunicação, PT e o governo Dilma buscam recuperar o espaço perdido; combater o antipetismo que cresce e desconstruir a imagem de baluarte da moralidade que o PSDB ostenta. Antes tarde do que nunca.
Fonte JS

JUIZ EXPEDIU LIMINAR CONTRA GREVE DOS PROFESSORES DE ITAITUBA-PA


 Na manhã desta segunda, 23, feira foi realizada uma assembléia geral para referendar a grave do professores. Dezenas de trabalhadores da educação participaram da assembléia e maioria decidiu da continuidade a grave que já tinha sido decidida na ultima sexta feira.Ainda nesta segunda feira a justiça foi acionada pela procuradoria da prefeitura municipal e obteve uma decisão favorável e uma liminar foi expedida contra a greve dos professores. Na ação declaratória de ilegalidade/ abusividade de greve movida pela Procuradoria Geral do Município em face do SINTEPP, a 1 vara cível deferiu a liminar para que o SINTEPP suspenda a greve deflagrada com o conseqüente retorno às atividades dos grevistas no prazo de 24 horas (vinte e quatro horas ) sob pena de multa diária de R$ 10.000,00 e delito de desobediência. 
Fonte: Jr...

IBAMA PRENDE UM DOS MAIORES GRILEIROS DA AMAZÔNIA

O Instituto Brasileiro de Meio Ambiente (Ibama), anunciou ontem (23) a prisão de Ezequiel Antônio Castanha, definido pelo instituto como “o maior grileiro da BR-163”. Ele foi preso no sábado, 21, em Itaituba. A ação contou com a participação da Polícia Federal e da Força Nacional de Segurança. Castanha vinha atuando na BR-163 invadindo terras da União, promovendo o desmatamento e comercializando ilegalmente as terras furtadas. Apenas o núcleo familiar do grileiro responde por quase R$ 47 milhões em multas junto ao Ibama, sem contar com os autos de infração em nome dos demais membros da quadrilha.
A prisão preventiva foi decretada pela Justiça Federal de Itaituba por ação movida pelo Ministério Público do Pará. A prisão de Castanha coroa com êxito a Operação Castanheira, deflagrada pelo Ibama, Ministério Público Federal, Receita Federal e Polícia Federal, que desarticulou a maior quadrilha de grileiros que operava na região, respondendo por 20% de todo o desmatamento da Amazônia.
O Ministério Público Federal (MPF) pediu à Justiça a condenação a um total de 1.077 anos de cadeia para integrantes da organização especializada em grilagem de terras e crimes ambientais em Novo Progresso, no sudoeste do Pará, da qual Ezequiel Castanha e sua família fazem parte.
O grupo foi pego em 27 de agosto do ano passado pela operação Castanheira. Parte da quadrilha está em prisão preventiva, parte já conseguiu relaxamento da prisão e outros estão foragidos, entre eles estava Ezequiel. Em relação aos presos que já foram soltos, o MPF já recorreu à Justiça para pedir a manutenção das prisões.
A quadrilha operava invadindo terras públicas. Desmatava e incendiava as áreas para formação de pastos, e depois vendia as terras como fazendas. A prática chegava a render para o grupo R$ 20 milhões por fazenda.
De acordo com a investigação, pelo menos 15,5 mil hectares foram desmatados pela quadrilha, resultando em um prejuízo ambiental equivalente a R$ 500 milhões, no mínimo. Outras quadrilhas com atuação semelhante à do grupo denunciado estão sendo investigadas pelas instituições responsáveis pela operação Castanheira. 
Castanha será julgado pela Justiça Federal e poderá receber pena de mais de 46 anos de prisão pelos diversos crimes cometidos, tais como desmatamento ilegal, formação de quadrilha, lavagem de dinheiro, uso de documentos falsos, além de outros.
Fonte DOL
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domingo, 22 de fevereiro de 2015

EM BREVE AQUI NO RUROPOLIS NOTICIAS, RAIMUNDO PADRE MOSTRANDO RURÓPOLIS COMO ELA É DE VERDADE, ACOMPANHE E DER AS SUAS SUGESTÕES NO PROGRAMA A VOZ DO POVO.



BELÉM É A 4ª DO PAÍS EM DEMORA DE JULGAMENTOS

Os índices de homicídios no Estado do Pará aumentam de forma galopante. Juntamente com o Amazonas e o Tocantins, o Estado foi responsável por uma verdadeira eclosão da violência no Brasil nos últimos anos. Os três estados juntos mais que duplicaram o número de homicídios. As principais vítimas desta onda de violência são os jovens. De acordo com levantamento feito pelo Mapa da Violência 2014, em uma década o número de homicídios no Pará cresceu de 1.186 para 3.261, ou 175%. De 2011 para 2012 o Pará registrou aumento recorde de 5,9%.
Conforme apuração feita pelo DIÁRIO, a média de homicídios no Pará - que era de 10 a cada dia - aumentou no último Carnaval para 15 mortos a cada 24 horas. Uma média de uma pessoa assassinada a cada uma hora e meia em todo o Estado. Foram 62 mortes violentas no Pará por homicídio e latrocínio no feriado.
Mas nem mesmo esta situação gritante de violência urbana é suficiente para que a Justiça chegue até os culpados. Um estudo feito a pedido do Ministério da Justiça mostra que processos judicias de homicídios dolosos (quando há intenção de matar) demoram, em média, até dez vezes mais do que prevê a legislação. Os dados foram coletados em cinco capitais: Belo Horizonte, Recife, Porto Alegre, Goiânia e Belém.
O Código de Processo Penal estabelece que o prazo para a conclusão dos processos deveria ser de 315 dias. O estudo analisou 786 processos concluídos no ano de 2013. Segundo o levantamento “O tempo do processo de homicídio doloso em cinco capitais”, Belo Horizonte é a cidade onde os processos levam mais tempo para serem julgados, em média 3.403 dias, ou seja nove anos e três meses. Belém tem o prazo de conclusão de 2.269 dias, ou seis anos e dois meses, e também extrapola muito o prazo legal.
Das capitais pesquisadas, em Porto Alegre acontece a tramitação mais célere, 2.058 dias. Mesmo assim, o número é mais de seis vezes superior ao tempo previsto na legislação. Em Goiânia a demora é de 3.034 dias e no Recife de 2.605 dias.
Segundo o levantamento, um dos principais problemas está na fase de investigação, devido à falta de integração entre as polícias Civil e Militar. “Temos de ter maior integração na fase investigatória, monitorar a apresentação de denúncias e cuidar para que o tempo de julgamento não extrapole o recomendado no Código de Processo Penal”, disse o secretário da Reforma do Judiciário, Flávio Caetano.
IMPUNES VENCEM
Segundo o secretário, a demora da Justiça do país em julgar crimes violentos provoca sensação de impunidade, o que contribui para aumentar o número de crimes.
A pesquisa foi pedida pelo Ministério devido ao número de homicídios registrados no país (mais de 60 mil por ano). De acordo com a ONU, o índice tolerável é de até 10 homicídios por 100 mil habitantes, por ano. No Brasil, a taxa é de 27 para 100 mil habitantes.
Foi feito também o cálculo ignorando os processos que tiveram maior e menor duração para se obter a mediana do tempo gasto. Nesse critério, Belo Horizonte manteve o posto de cidade com a maior demora, com 2.019 dias. Na sequência aparecem Goiânia (1.558), Recife (1.488), Porto Alegre (1.232) e Belém (1.098).
A pesquisa traz ainda informações sobre o perfil dos réus e vítimas. Em mais de 70% dos casos a vítima conhecia o algoz. O número de crimes praticados com arma de fogo superou 60% e em 59% dos processos analisados o homicídio ocorreu em via pública. O levantamento mostra ainda que 79% dos autores do crime e 53% das vítimas tinham entre 18 e 35 anos.
Os prazos são estourados em todas as fases. Os pesquisadores observaram que em 80% dos casos analisados o inquérito não foi instaurado mediante flagrante, mas por portaria, o que indica que a “descoberta do crime” não ocorreu de forma imediata.
A previsão legal de se concluir inquéritos policiais em 30 dias não é cumprida em nenhuma das cidades. O tempo médio entre a ocorrência do crime e o encerramento da fase policial varia entre 165 dias (Belém) e 742 dias (Belo Horizonte). No entanto, em razão dos valores extremos, a mediana se apresenta como melhor medida de tendência central, denotando que Belém é a cidade com maior rapidez na condução de metade dos inquéritos policiais (69 dias), seguida por Goiânia (77 dias), Recife (101 dias), Porto Alegre (153 dias) e Belo Horizonte (270 dias).
A capital mineira parece ser a que demanda estratégias mais urgentes de reforma dos métodos adotados por sua Polícia Civil, posto que a maioria dos IPs é iniciada por portaria, cinco dias após a ocorrência do delito, e demanda, em média, quase dois anos para ser concluída.
Após o encerramento do Inquérito Policial, esse deve ser distribuído no Poder Judiciário para definir a competência do juiz responsável pelo caso. Nessa fase não se constata morosidade em Goiânia e Porto Alegre, onde a media de tempo é zero. Recife tem mediana de tempo igual a um dia e, em Belo Horizonte, são necessários dois dias para que a investigação policial seja remetida ao juízo competente. Em Belém, há um atraso considerável representado pela mediana de nove dias para a conclusão de uma fase que é eminentemente cartorial.
Fonte (Diário do Pará)
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REGULARIZAÇÃO DE TERRAS AINDA É DESAFIO

 Fincada discretamente em uma das árvores que abraçam a estrada de terra que dá acesso ao Projeto de Desenvolvimento Sustentável (PDS) Esperança, a placa de homenagem póstuma crivada de balas é o anúncio dos embates que continuam enraizados floresta adentro do município de Anapu, no Centro-Oeste paraense. Decorridos dez anos após o assassinato da missionária Dorothy Stang, na vicinal que leva até o lote 51 do assentamento, não é apenas a cruz de madeira cravada no local exato da morte que marca o histórico de conflitos agrários contido na região. Apesar da evidente melhoria na qualidade de vida dos assentados, um resquício de tensão permanece vivo por entre os galhos da floresta.
Diante dos açaizeiros, tomados de frutos e da esperança por um meio de sobrevivência mais consistente, a alegria do assentado Francisco Pereira dos Reis, 58, é evidente. Mas não deixa esquecer os momentos de dificuldade enfrentados anos atrás, logo após a perda de Dorothy. Morador de outro assentamento em Anapu, onde a missionária também atuava, o PDS Virola Jatobá, ainda hoje Francisco tem a expressão modificada pela tristeza ao falar na morte da missionária. Assassinada com seis tiros, em decorrência dos conflitos pela terra que culminaram na criação do PDS Esperança, Dorothy vem à memória do produtor naturalmente. “Eu vim na época da irmã. Foi uma perda muito grande [a morte da missionária]. Quebrou a nossa respiração. Ficamos parados, sem suporte”, interrompe a fala. “Ela saiu daqui na sexta-feira pra ir pro [PDS] Esperança e na outra semana tombaram ela”.
Seu Francisco se vale da mesma expressão usada para descrever a derrubada de muitas árvores no local – tombadas, muitas vezes, ainda antes de parte das terras serem retomadas pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) para virar assentamento.
O assentado encerra o assunto do assassinato tão subitamente quanto começou. Apesar de inevitável, a conversa sobre o episódio, ocorrido há exatos dez anos, é sempre acompanhada de apreensão. “Essa área era só capoeirão e capim. Gado ficava solto aí. Com a retirada do gado, recuperou algumas áreas. O gado acabava com tudo ao redor”, inicia outro assunto. “Hoje, com a assistência técnica, temos a perspectiva de conseguir sobreviver daqui, como está acontecendo. A gente começou a comercializar açaí no ano passado. Espero daqui a um ano ou dois anos conseguir cinco mil quilos dentro da área de 20% [de Reserva Legal]”. 
CONTROLE 
Alvo não apenas de disputas pelo uso da terra que acabam, algumas vezes, em derramamento de sangue, as questões agrárias também possuem relação direta com o combate e o controle do desmatamento. Passível de punições previstas no Código Florestal Brasileiro, a repressão dos atores de desflorestamentos ilegais só é possível se os responsáveis pela terra estiverem claramente identificados. Para o professor de direito agrário da Universidade Federal do Pará, Girolamo Treccani, a relação é evidente. “Qual é hoje o grande problema de coibir o desmatamento, entre outras coisas, olhando o aspecto fundiário? É que eu não sei quem é quem. Como é que eu posso punir alguém se eu não tenho certeza absoluta de que aquele imóvel é desta determinada pessoa?”, questiona. “A insegurança fundiária me leva a uma dificuldade de punir os responsáveis. Portanto, o desafio fundamental para qualquer questão fundiária e ambiental é, primeiro, entender quantas terras foram incorporadas no patrimônio público federal e estadual e, segundo, quantas terras foram destinadas a particulares e o que não foi destinado para particulares. Qual foi a sua destinação?”. 
Quando se analisa a situação agrária do Pará, o obstáculo maior está justamente aí. Dentro dos 124 milhões de hectares do Estado, divididos em 144 municípios, é possível encontrar áreas de responsabilidade de diversos órgãos federais e estaduais, o que dificulta o controle mais amplo caso não haja integração entre as informações mantidas por cada um deles. “Existe um grande número de atores públicos que têm responsabilidades. A minha reflexão pessoal é de que, analisando a história recente do Estado do Pará, a melhor expressão que caracteriza essa situação fundiária é a de caos fundiário”, analisa Treccani. “Hoje, pelos meus estudos, chego à conclusão de que nem a União, nem o Estado do Pará conhecem de maneira sistematizada quantos títulos eles deram, que tipo de título eles deram, se provisórios ou definitivos, para quem, qual o tamanho e aonde. Essas cinco coisas fundamentais, nem a União, nem o Estado do Pará conhecem de maneira sistematizada”.
Se considerados os artigos 37 a 39 da Lei 11.977 de 7 de julho de 2009, todos os cartórios de registros de imóveis teriam que ter seus livros digitalizados desde a entrada da lei em vigor. Isso, porém, ainda não foi cumprido mesmo após o fim do prazo dado, de cinco anos. Digitalizados, tais dados permitiriam que os diversos órgãos integrassem suas informações cadastrais evitando problemas como os que, em alguns casos, já são enfrentados no Pará. “Em 2009 o Incra criou o Projeto de Assentamento Agroextrativista na ilha de Saracucu, lá no Marajó. Um ano depois, a Sema criou um parque no local. Portanto, são duas realidades jurídicas absolutamente conflitantes. Esse é um exemplo muito importante para entender a necessidade desta integração de informações”, pondera o professor Treccani. “Uma terra arrecadada pelo Incra em 1982 no município do Acará foi titulada pelo Iterpa em 2002. Ora, se esta é uma área pública federal, nunca o Iterpa poderia titular naquilo que não é dele. Portanto, quando falo de caos fundiário, não é de graça”.
(Matéria produzida pelo DIÁRIO em colaboração com a agência ANDI Comunicação e Direitos e Climate and Land Use Alliance (Clua))

Fonte DOL

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