domingo, 9 de novembro de 2014

O 13º CAIU NA CONTA? SAIBA O QUE FAZER.


A funcionária pública Fátima Abreu, de 48 anos, já sabe o que irá fazer com o pagamento do décimo terceiro salário.
Fátima acredita que recebeu bem os ensinamentos da própria mãe em organizar a renda do mês e pretende reservar uma parte do 13º para evitar dores de cabeça no futuro. Casada e sem filhos, ela reforça para si os ensinamentos da mãe.
“Minha mãe sempre dizia que se você tem 100 procure guardar pelo menos 50. E meu marido também é bem regrado nos gastos e assim, conseguimos equilibrar o orçamento das contas do mês, sem precisar mexer no 13º”, explicou.
Diferente dela, outras pessoas aproveitam o 13º salário para quitar as dívidas ou para fazer investimentos imediatos.
Outras ainda decidem investir na educação dos filhos, com a compra de material escolar ou com o pagamento de rematrícula. A aposentada Rosana Serrão, de 49 anos, contou que o benefício extra não dá para suprir totalmente as dívidas.
“Com o décimo consigo pagar uma parte das dívidas, e ainda assim restam algumas pendências”, comentou. “O problema é que tudo aumenta na mesma medida do salário”, avaliou.
A reorganização do consumo familiar em prol dos sonhos pessoais de cada membro da família são prioridades para o método DSOP – diagnosticar; sonhar; ousar e poupar-, aplicado pelo autor do best-seller Terapia Financeira, Reinaldo Domingos.
Os quatro pilares são apresentados em três passos para que os resultados financeiros possam ser alcançados pela família inteira a curto, médio e longo espaço de tempo.
“O primeiro passo a seguir é sentar com a família e conversar sobre projetos de vida. O que a minha família quer? Casa, carros, viagens... em seguida fazer um diagnóstico sobre a destinação de cada centavo que se ganha. O segundo passo é saber quais são os sonhos das pessoas da família. O terceiro passo é observar o orçamento financeiro e, se tiver dívidas, será tirado dinheiro dos sonhos para se pagar as dívidas; o quarto passo é poupar: guardar dinheiro para uma aplicação confiável, que pode variar de acordo com os prazos referentes aos sonhos empregados”, ensinou.

ENDIVIDADOS
O estudioso, que possui mais de 50 obras voltadas para a educação financeira, estima que pelo menos 50 milhões de brasileiros estejam endividados e aponta duas causas para esses dados: facilidades do crédito e o crescimento da classe C.
“É preciso que o brasileiro reduza os gastos para que eles sejam menores do que os ganhos.
Estima-se que a família brasileira comprometa o orçamento com excessos de 20% a 30% todo mês”, frisou.
Os dados apresentados pelo educador financeiro reflete a situação financeira do funcionário público federal Luís Muinhos, de 60 anos. Ele compreende que o banco é responsável em liquidar o dinheiro.
“O décimo já está todo comprometido. Quando ele cai na conta vem o banco e toma parte dele, já que vem em duas parcelas”, disse.
Mais de dois milhões de paraenses devem receber o 13º salário, que vigora no país desde 1962.
Esse montante se distribui em três grupos de beneficiários, que são: aposentados ou pensionista correspondente a 40,3% do total de beneficiados e outras 1.160.339 pessoas correspondentes a 57,9% referentes a ocupados no setor formal da economia (público e privado), contribuintes da previdência.
Já os empregados domésticos, com carteira assinada, abrangidos pelo 13º salário alcançam um total de 36.494 pessoas correspondendo a 1,8% do total geral, segundo informou estudo do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese/PA).
(Diário do Pará)

MINÉRIO COLOCA PARÁ EM 8º LUGAR NO PAÍS


Setor mineral também alavanca indicador de crescimento na média salarial do trabalhador da indústria (Foto: Agência Vale)
Ocupando a 12ª colocação entre os 27 Estados brasileiros, incluído aí o Distrito Federal, no tocante à formação do Produto Interno Bruto (PIB), o Estado do Pará ganha quatro posições e passa a ocupar o oitavo lugar quando o parâmetro passa a ser o PIB industrial. Essa variação põe em relevo, mais uma vez, o peso da atividade mineral na economia do Estado. Mais que qualquer outro fator, é a grandeza dos números relativos à indústria de mineração que explica essa singularidade num Estado cujo processo de industrialização é ainda incipiente.
Esse e outros dados, que fazem uma radiografia bastante detalhada do setor em todo o Brasil, foram revelados em estudo da Confederação Nacional da Indústria (CNI). Intitulado “Perfil da Indústria nos Estados – 2014”, o estudo vai fundo no detalhamento dos números, compondo um mosaico que retrata com bastante nitidez a realidade atual da indústria no país. Na pesquisa aparecem com desconcertante precisão, por exemplo, os números que atestam a fragilidade da atividade industrial na Região Norte e sua maciça concentração nas regiões Sudeste e Sul, as mais ricas e desenvolvidas do Brasil,
Para um PIB nacional de R$ 4,1 trilhões em 2011, base do levantamento feito pelo CNI, o Pará entrou com R$ 88,3 bilhões. O primeiro colocado foi São Paulo, com R$ 1,3 trilhão, vindo a seguir o Rio de Janeiro (R$ 462,3 bilhões) e Minas Gerais (R$ 386,1 bilhões), além de Rio Grande do Sul, Paraná, Santa Catarina, Distrito Federal, Bahia, Goiás, Pernambuco e Espírito Santo. Abaixo do Pará, na composição do PIB nacional, estão, entre outras unidades, Ceará, Mato Grosso, Amazonas e Maranhão.
Na composição do PIB industrial, as três primeiras colocações também pertencem, pela ordem, a São Paulo (R$ 304,1 bilhões), Rio de Janeiro (R$ 120 bilhões) e Minas Gerais (R$ 111,3 bilhões). O Pará permanece ainda atrás de Rio Grande do Sul, Paraná, Santa Catarina e Bahia, mas supera outras quatro unidades para chegar à oitava posição, ficando à frente do Espírito Santo, Goiás, Amazonas e Distrito Federal. O PIB industrial paraense, segundo o levantamento da CNI, foi de R$ 34,3 bilhões em 2011, sendo superado por pequena margem pelo da Bahia, que foi de R$ 3,6 bilhões.
Quando o cálculo tem como foco a participação da indústria no PIB dos Estados, o Pará assume a liderança absoluta do ranking nacional. Aqui, mais uma vez refletindo o peso avassalador da indústria extrativa mineral, a indústria responde por 38,9% do PIB estadual. O segundo lugar, em termos nacionais, coube ao nosso vizinho Amazonas, com 34,8% – um claro efeito produzido pelo pujante distrito industrial da Zona Franca de Manaus.
Em São Paulo, Estado que é considerado – com razão – a locomotiva econômica do país, a indústria tem uma participação relativamente modesta (22,5%) na formação do PIB. Os cinco Estados brasileiros onde a atividade industrial tem menor expressão econômica são, pela ordem, Distrito Federal (5,6%), Amapá (7,5%), Roraima (10,5%), Acre (12,3%) e Maranhão (15,6%).
O estudo da CNI mostra ainda um dado triste da realidade econômica do Pará, que continua sendo basicamente um exportador de matérias primas. O Estado, que no ano passado exportou quase US$ 16 bilhões, registra valores pouco expressivos nas vendas externas de manufaturados e produtos industrializados. Estes últimos somaram US$ 2,5 bilhões (15,9% do total) em 2011, segundo a CNI, enquanto os manufaturados ficaram em US$ 1,3 bilhão (8,4%).
SALÁRIOS
Um indicador em que o Pará faz bonito é o do salário industrial médio. Trabalhando com dados relativos a 2013, o estudo da Confederação Nacional da Indústria aponta o Pará na quinta posição em todo o Brasil, com salário médio na indústria de R$ 1.968,00. Também aqui, convém destacar, fica nítida a influência das grandes mineradoras, em especial a Vale, cujo padrão salarial puxa para cima a média no Estado.
Para que se tenha ideia, nesse indicador o Pará supera Estados bem mais ricos e desenvolvidos, alguns deles com alta densidade industrial, mas nos quais as outras atividades econômicas – como a agropecuária, o comércio e os serviços – são também suficientemente fortes para estabelecer um relativo equilíbrio na economia interna. São os casos, por exemplo, do Rio Grande do Sul, onde o salário médio da indústria fica em R$ 1.858,00, ou ainda de Minas Gerais (R$ 1.812,00) e mesmo de Santa Catarina (1.702).
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(Fonte Diário do Pará)

O MAIOR VILÃO AINDA É O PRECONCEITO


Doença silenciosa, o câncer de próstata é a prova de que o preconceito pode matar. E durante todo o mês de novembro, o objetivo do Instituto Lado a Lado pela Vida, Organização Não Governamental que idealiza e apoia ações de humanização na Saúde é disseminar pelo Brasil a campanha Novembro Azul, que busca a conscientização do homem em relação à necessidade da inclusão do exame de próstata em sua rotina de exames preventivos. Por aqui, o Hospital Ophir Loyola, referência em tratamento oncológico no Pará, está à frente dessa campanha, e bate na tecla de que o tabu ou a falsa ideia de constrangimento provocado pelo famigerado exame, não podem vir na frente da saúde do indivíduo.
“Já foi pior. Oito anos atrás, a chance de chegar um paciente com câncer de próstata em estágio avançado e com poucas chances de tratamento era de 90%, hoje é de 60%, e embora ainda represente a maioria dos casos, e vejo que essa diminuição acontece graças às campanhas de conscientização, que surtem efeito não só nos homens. O hospital recebe hoje pacientes levados pelas esposas, filhos e familiares em busca do exame. E há também aqueles que buscam espontaneamente, preocupados com a questão mais importante de todas, que é a saúde”, avalia o chefe do serviço de Urologia e de transplante renal do HOL e também professor titular de Urologia da Universidade do Estado do Pará, Ricardo Tuma.
“Esse é o mês de intensificar a difusão de informações sobre o câncer de próstata, que assim como o de mama, que afeta as mulheres, chega a ter chance de 95% de cura se diagnosticado e tratado no início”, estimula o profissional. “Um homem que tem antecedentes, ou seja, que teve pai ou avô com a doença, deve começar o exame com 35, 40 anos. Se não tiver, deve incluir na rotina a partir dos 40, 45. Ao ser examinado, ele passa por uma ultrassom da próstata, faz um exame de sangue chamado PSA (Prova do Antígeno Prostático) e o toque retal. É importante dizer que uma etapa não anula a outra. Por vezes há a dispensa do toque, mas na maioria das vezes, se faz necessário”, detalha Tuma.
No caso de um diagnóstico de câncer em estágio inicial, ou faz-se o tratamento radioterápico ou cirúrgico, que retira a próstata, e que tem eficácia de até 95%. “A margem de cura pela radioterapia é menor, de 90%, mas é considerado como um dos principais tratamentos quando o homem, ou não tem condições clínicas de suportar a intervenção cirúrgica , ou não quer. Quando o estágio da doença é avançado, a cirurgia deixa de ser uma opção e aí o tratamento é definido de acordo com a situação - o tumor pode estar isolado mas localmente avançado, ou pode ter afetado órgãos próximos, como a bexiga, o reto, ou pode estar em metástase”, explica.
“Essa campanha quer virar o jogo. A mulher sempre vive mais que homem, oito, nove anos mais, porque ela tem uma preocupação maior com a saúde, ela vai ao médico pela prevenção, diferente do homem, que só procura quando está doente”, insiste o médico.
O aposentado Ângelo Pinho, de 67 anos, está na lista dos que há muito tempo deixaram para trás qualquer tipo de constrangimento e vai ao médico uma vez por ano para o exame. “Gente, não tem constrangimento, faço há mais dez anos, não entendo essa ideia de que homem não tem que passar por isso, que é vergonhoso ou qualquer coisa do tipo. Fico muito satisfeito em saber que existe uma campanha de conscientização porque não pode haver nada no caminho de se evitar um câncer e todos os males que ele traz”, apela.
Quando chega perto do final do ano, o produtor de rádio, Luiz Guilherme Costa, liga para o médico que lhe atende já há um bom tempo e marca para o início do ano seguinte a consulta. “Faço isso há 20 anos, desde os meus 40 anos e não tenho, nunca tive preconceito. Perdi amigos por causa desse câncer e botei na minha cabeça que precisava ficar de olho nisso. Sinceramente, hoje em dia acho até imbecilidade alguém alegar medo ou preconceito como justificativa de não fazer, de nunca ter feito o exame. É jogo rápido, natural, e é uma questão de saúde! Não tem nada mais importante que isso”, garante.
“Acho muito legal essa campanha, penso inclusive que o Ministério da Saúde deveria intensificar essa conscientização, oferecer exames de graça para todos, afinal, a prevenção também é uma forma de economizar, de evitar que aquele cara acabe doente e onerando o INSS porque não conseguiu, não quis fazer um exame tão simples”, expõe.
(Diário do Pará)

APÓS ELEIÇÃO, CHEQUE MORADIA É SUSPENSO


Durante toda a madrugada e na manhã de sexta-feira, dezenas de pessoas, entre idosos e crianças esperavam por informações para o cadastro (Foto: Bruno Carachesti)
Como já era esperado, com o fim das eleições, o governo Jatene suspendeu o cadastramento de beneficiários para o Cheque Moradia. A interrupção ocorre menos de 15 dias depois do final do segundo turno.
A ânsia de captar votos da população mais carente nos meses que antecederam a eleição em benefício do candidato Simão Jatene fez com que o programa extrapolasse todas as metas e verbas disponíveis.
Entre concessões e cadastramento estima-se que o governo do Estado tenha registrado mais de 30 mil famílias no Cheque Moradia apenas em outubro, mês da eleição, num uso escancarado e explícito de um programa social do Estado como instrumento de compra de votos.
Não há dúvida que o uso do benefício foi o maior caso de corrupção eleitoral já visto na história das eleições no Pará. Lamentavelmente o Ministério Público Eleitoral só se deu conta da farra 48 horas antes do segundo turno.
Dia 24/10 foi quando o MPE propôs ação cautelar preparatória de ação de investigação judicial eleitoral (AIJE) contra o então recandidato Simão Robinson de Oliveira Jatene; José Cruz Marinho, candidato na chapa a vice-governador; João Hugo Barral, presidente da Companhia de Habitação do Estado do Pará (Cohab); Cláudia Zaidan, diretora da Cohab e Sônia Massoud coordenadora do programa Cheque Moradia junto a lideranças comunitárias dos bairros de Belém, solicitando liminarmente a interrupção da distribuição e pagamento do Cheque Moradia, para resguardar a isonomia e equilíbrio do pleito. Só que já era tarde e não havia mais nada a se fazer. O processo eleitoral já estava contaminado.
Próximo das eleições para o segundo turno, como não havia mais orçamento para o programa, o governo do Estado usou a estratégia de apenas cadastrar as pessoas, gerando uma expectativa futura nos eleitores: se votassem em Simão Jatene receberiam integralmente o benefício, o que agora, como se previa, não ocorrerá.
Milhares de pessoas fizeram fila por horas na última sexta-feira em frente à sede da Cohab, localizada na passagem Gama Abreu, bairro de Souza, para dar entrada na inscrição do cadastro do programa Cheque Moradia, após serem informadas de que o benefício seria suspenso sem data para retornar.
Com a falta de ação por parte dos funcionários da Cohab, que não organizaram e deram informações suficientes, acabou gerando preocupações e muitos transtornos. Quem já foi cadastrado para participar do programa e ainda não recebeu o benefício corre o risco de não mais receber neste ano o benefício prometido. E os que foram buscar o pagamento da primeira parcela do benefício também ficaram a ver navios. 
As famílias recebiam de R$ 2 a 20 mil reais, a fundo perdido, para reforma em casas de pessoas carentes. A maioria dos benefícios situava em torno de R$ 14,7 mil, metade deste valor pago logo após o cadastramento e o restante 30 a 60 dias após o primeiro recebimento. Os valores eram concedidos em carnês para serem trocados em lojas de material de construção por cimento, tijolo, areia, ferro usados nas construções, em lojas previamente credenciadas pela Cohab.
O DIÁRIO denunciou em várias reportagens o abuso, a corrupção e o uso eleitoreiro do programa, citando inclusive alguns beneficiários, lojas de materiais de construção que vendiam produtos a preços superfaturados, e a troca do Cheque Moradia por dinheiro, com deságio por parte de algumas dessas empresas. Essas por sua vez usam o Cheque Moradia recebido dos beneficiários para pagamento de impostos, como ICMS, que porventura devam ao Estado, num negócio da China.
O DIÁRIO obteve informações de que a Secretaria de Estado da Fazenda (Sefa) encaminhou para a Cohab documento elencando uma série de irregularidades que estavam sendo cometidas na concessão do cheque, como estouro do orçamento do programa, falta de controle na concessão do benefício, superfaturamento de preços de produtos (material de construção), que eram entregues aos beneficiários do Cheque Moradia.
Como apenas cumpria ordens diretas do gabinete do governador e se vendo impossibilitado de responder aos questionamentos, o presidente da Cohab, João Hugo Barral, um dos coordenadores do derrame de Cheques Moradia na região metropolitana às vésperas da eleição, reenviou o documento da Sefa para o gabinete da Secretaria de Infraestrutura para que seja dada uma solução ao problema.
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(Fonte Diário do Pará)