quarta-feira, 1 de junho de 2016

FUNAI FALA SOBRE GÊMEOS REJEITADOS POR TRIBO

A Fundação Nacional do Índio (Funai) se pronunciou sobre a situação dos bebês gêmeos nascidos na tribo Arawete, no município de Altamira, no sudoeste paraense. As crianças foram rejeitadas pela tribo, devido à crença da etnia que entende gêmeos como o símbolo da aparição de uma catástrofe.
Ainda nesta segunda-feira (30), circulava na região a informação de que os indígenas queriam sacrificar as crianças, e que teriam tentado invadir o hospital em que estavam internados para sequestrar e matar as crianças.
A Funai, entretanto, desmentiu as afirmações. “Essas informações foram compartilhadas de forma anônima, caluniosa e criminosa, afirmando equívocos sobre a família, os bebês e o povo Arawete”, afirmou Gilson Curuaia, coordenador regional do órgão em Altamira.
“A Funai está acompanhando o caso e providenciando os devidos ecaminhamentos, mas, por hora, não há ainda uma decisão concreta. Mas queremos tomar as melhores medidas para preservar as crianças e a população da etinia”, completou o coordenador.
ADOÇÃO
Segundo o coordenador da Associação Indígena Kuruaya, Cláudio Kuruaya, ainda não há uma decisão final sobre o destino das crianças, mas normalmente nos casos em que os bebês são rejeitados pela tribo, a adoção é o procedimento usual. 
“Houve um caso recente em que uma criança de uma tribo foi doada para uma família após ser rejeitada pela mãe, porque aprendeu a falar português”, informou Kuruaya. De acordo com o coordenador, os órgãos indígenas devem acionar o Ministério Público ainda hoje para iniciar o trâmite da adoção.

(DOL com Leidemar Oliveira/Diário do Pará)

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DILMA DEVE ENTREGAR DEFESA DE PROCESSO DE IMPEACHMENT NESTA QUARTA

© Fornecido por Notícias ao Minuto
A presidente afastada Dilma Rousseff deve entregar, nesta quarta-feira (1), vinte dias após a abertura do processo de impeachment pelo Senado, a sua defesa das acusações de que cometeu crime de responsabilidade ao praticar as chamadas “pedaladas fiscais” e ao editar seis decretos de crédito suplementar sem autorização do Congresso.
Segundo informações do G1, Dilma deve alegar que os atos não configuram crime de responsabilidade e que o processo de impeachment tem “vícios de origem”, já que foi aberto pelo presidente afastado da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), por motivo de vingança.
De acordo com a publicação, a comissão do impeachment se reúne na quinta-feira (2) para debater o cronograma de atividades do colegiado nesta etapa do processo, em que os integrantes da comissão decidem se a denúncia contra Dilma é ou não procedente e se deve ou não ser levada a julgamento final.

Senadores a favor do impeachment querem agilizar as atividades e concluir esta segunda fase em julho. Parlamentares que apoiam Dilma, no entanto, consideram curto o prazo de trabalho desta etapa da comissão.

MPF estuda pedir afastamento de Renan Calheiros do

Após a divulgação de gravações de conversas do ex-presidente da Transpetro e delator daLava Jato Sérgio Machado com o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), o Ministério Público Federal (MPF) estuda pedir ao Supremo Tribunal Federal (STF) oafastamento do senador, de acordo com o jornal Valor Econômico.
Os diálogos revelam suposta tentativa de interferir nas investigações. Integrantes da força-tarefa da Lava Jato entendem que Renan estaria usando o cargo para obstruir a Justiça, de acordo com a reportagem. E por isso estudam a elaboração de uma ação cautelar para que ele deixe de presidir o Congresso.
Além dos áudios, outro elemento que poderá servir de base para o pedido é o relato do filho de Machado, o empresário Expedito Machado Neto, segundo o Valor.
Ele também fechou um acordo de delação premiada com informações sobre contas e offshores mantidas no exterior com ligação com o PMDB, de acordo com o jornal O Estado de São Paulo. Expedito é apontado como operador financeiro da cúpula do partido no Senado.
Em conversa com Machado, Renan dá demonstrações de estar preocupado em minimizar a efetividade da colaboração premiada ao comentar a possibilidade de afastamento do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ).
"Antes de passar a borracha, precisa fazer três coisas, que alguns do Supremo (têm de) fazer. Primeiro, não pode fazer delação premiada preso. Primeira coisa. Porque aí você regulamenta a delação e estabelece isso", afirmou o senador, de acordo com o jornal Folha de S. Paulo.
Renan é investigado em nove inquéritos sobre corrupção na Petrobras e em um da Operação Zelotes, sobre compra de medidas provisórias. Ele responde ainda a dois outros inquéritos por irregularidades no pagamento de pensão alimentícia.
A assessoria do peemedebista não respondeu ao Valor.

© EVARISTO SA via Getty Images

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terça-feira, 31 de maio de 2016

DELAÇÃO DA ODEBRECHT 'VEM COMO UMA METRALHADORA PONTO 100', DIZ SARNEY EM GRAVAÇÃO

SENADOR JOSÉ SARNEY (PMDB-AP) DURANTE SESSÃO ESPECIAL EM COMEMORAÇÃO AOS 70 ANOS DE CRIAÇÃO DO TERRITÓRIO FEDERAL DO AMAPÁ - (21/05/2014)

Em conversas gravadas pelo ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado, o ex-presidente José Sarney (PMDB) disse que a delação premiada que a Odebrecht e seus executivos estão prestes a fechar no âmbito da Operação Lava Jato "vem com uma metralhadora de ponto 100". O conteúdo dos áudios foi divulgado nesta quarta-feira pelo site do jornal Folha de S. Paulo. Assim como Renan Calheiros (PMDB-AL) e Romero Jucá (PMDB-RR), Sarney foi um dos três caciques peemedebistas gravados em diálogos com Machado, que entregou os áudios à Procuradoria-Geral da República em seu acordo de delação premiada,homologado hoje pelo relator da Operação Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Teori Zavascki.

Relacionando as possíveis revelações da empreiteira à presidente afastada Dilma Rousseff, Sarney afirmou que "nesse caso, ao que eu sei, o único em que ela (Dilma) está envolvida diretamente é que ela falou com o pessoal da Odebrecht para dar para campanha do... E responsabilizar aquele [inaudível]". Ele não mencionou em qual campanha teriam ocorrido as irregularidades envolvendo a petista.
Além de Sarney, Renan Calheiros também falou sobre o potencial de destruição das possíveis revelações da empreiteira. Ao comentar a situação de Dilma, Machado disse a ele que a Odebrecht "vai tacar tiro no peito dela, não tem mais jeito". E Renan responde: "Tem não, porque vai mostrar as contas", em uma possível referência às contas de campanha da petista.
A respeito da Lava Jato, Sarney afirmou que governos petistas são os responsáveis pelo esquema de corrupção na Petrobras. "Esse negócio da Petrobras, só os empresários que vão pagar, os políticos? E o governo que fez isso tudo, hein?", questionou o ex-presidente.
Após Machado citar que "não houve nenhuma solidariedade" de Dilma a Lula, provavelmente em referência às investigações da Lava Jato que avançam sobre o petista, José Sarney concordou, e aproveitou para criticar o juiz federal Sergio Moro, que conduz os processos da operação em Curitiba: "Nenhuma, nenhuma. E com esse Moro perseguindo por besteira".
Em outro trecho da conversa gravada, Sarney diz a Machado que poderia ajudá-lo a evitar que as investigações contra ele no petrolão fossem remetidas à 13ª Vara Federal de Curitiba, onde despacha Moro. "O tempo é a seu favor. Aquele negócio que você disse ontem é muito procedente. Não deixar você voltar para lá [Curitiba]", prometeu o ex-presidente.
Diante de relatos de Machado de que havia "insinuações", provavelmente do Ministério Público Federal, por uma delação premiada, José Sarney se mostrou preocupado com a possibilidade e disse a ele que "nós temos é que conseguir isso [o pleito de Machado]. Sem meter advogado no meio".
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Confira abaixo os principais trechos da conversa entre Renan e Machado:
Michel Temer - Ao ouvir de Sérgio Machado que os partidos de oposição ao governo petista "achavam que iam botar tudo mundo de bandeja..." José Sarney disse que os opositores resistiam a apoiar o governo de Michel Temer. Segundo o ex-presidente, "nem Michel eles queriam, eles querem, a oposição. Aceitam o parlamentarismo. Nem Michel eles queriam. Depois de uma conversa do Renan muito longa com eles, eles admitiram, diante de certas condições".
Lula - Após Machado dizer "acabou o Lula, presidente", José Sarney concordou e afirmou que "o Lula acabou, o Lula, coitado, deve estar numa depressão". Em outro trecho do diálogo gravado pelo ex-presidente da Transpetro, o peemedebista relata que "soube que o Lula disse, outro dia, ele tem chorado muito. [...] Ele está com os olhos inchados".
PSDB - Assim como nos diálogos gravados com Renan Calheiros e Romero Jucá, Sérgio Machado mencionou o PSDB. Ele disse que os tucanos "sabem que são a próxima bola da vez" ao que Sarney acrescentou: "Eles sabem que eles não vão se safar". O partido informou nesta quarta-feira que irá processar Machado por menções ao presidente nacional do partido, senador Aécio Neves (MG).

Delcídio - Depois de Sérgio Machado dizer que o Supremo Tribunal Federal "rasgou a Constituição", José Sarney lembrou o caso do ex-senador Delcídio do Amaral, preso em novembro de 2015 e cuja prisão foi ratificada pelo plenário do Senado. "Foi. [O STF] fez aquele negócio com o Delcídio. E pior foi o Senado se acovardar de uma maneira...", criticou o ex-presidente. "Aquilo é uma página negra do Senado", concluiu o ex-presidente 

CNJ VÊ INDÍCIOS DE CRIME EM CONVERSAS GRAVADAS ENTRE RENAN E SILVEIRA

O ex-ministro da Transparência, Fabiano Silveiro, recentemente apeado do cargo, ainda pode causar problemas ao presidente interino Michel Temer.
Nesta terça-feira (31), o Conselho Nacional de Justiça abre investigação prévia para apurar se ele usou o cargo de conselheiro do órgão para favorecer interesses privados, segundo informações da Folha de S.Paulo.
De acordo com a corregedora Nancy Andrighi, há indícios de crimes nas conversas em que ele orienta Renan Calheiros sobre a Lava 

© Fornecido por Notícias ao Minuto

sábado, 28 de maio de 2016

CAPITAL DA CLÍNICA QUE GANHOU LICITAÇÃO MILIONÁRIA EM RURÓPOLIS É DE APENAS R$ 30 MIL


É de apenas 30 mil reais o capital social da Jijoclin Clínica Médica, a empresa que fechou contrato de mais de 1 milhão de reais com a Prefeitura de Rurópolis, gestão do prefeito Pablo Genuíno, do PSDB.
A clínica ganhou a licitação por inexigibilidade, ou seja, porque em tese só existe uma empresa no país desse tipo que atende às necessidades do município.
Os donos da clínica, com atividade restrita a consultas médicas, são Roberta Gomes Wanderley e Abel Gomes Wanderley, irmãos.
O nome social da empresa é Interclínica.
O blog apurou que Abel mora em Santarém; Roberta, em Fortaleza.

Publicado 26 de maio de 2016 | Por Jeso Carneiro

O prefeito Pablo investe alto numa clínica de Jijoca

PREVISÃO DE 100 MIL PESSOAS NO “FORA TEMER” EM JUNHO, EM SÃO PAULO

Coluna Painel, da Folha de S. Paulo, hoje, 27:
Movimentos sociais de esquerda esperam reunir 100 mil pessoas na Paulista [em SP] em ato agendado para o dia 10 de junho. As bandeiras serão: “Fora Temer”, “Não ao golpe” e “Nenhum direito a menos”.
As frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo pretendem organizar manifestações também nas demais capitais. Dilma Rousseff e Lula serão convidados.


PDT SUSPENDE PROCESSO DE EXPULSÃO DE DOIS SENADORES PRÓ-IMPEACHMENT

Blog Expresso, da revista Época:
O PDT suspenderá, na segunda-feira (30), os processos de expulsão dos senadores Lasier Martins (RS – foto) e Acir Gurgacz (RO).
Eles votaram a favor da admissibilidade do processo de impeachment no Senado, concorrendo para o afastamento da presidente Dilma Rousseff.
Segundo o presidente da legenda, Carlos Lupi, a suspensão dos processos ocorre porque votaram somente a favor da admissibilidade do processo, e não, ao menos por enquanto, pela saída definitiva de Dilma.“Vamos aguardar a votação do mérito”, diz Lupi.
Ainda de acordo com ele, Gurgacz se comprometeu a votar contra o impeachment de Dilma.




sexta-feira, 22 de abril de 2016

PETIÇÃO QUE PEDE A CASSAÇÃO DE CUNHA PASSA DE 1 MILHÃO DE ASSINATURAS

Parte da população está empenhada pela cassação de Eduardo Cunha, ainda que não haja aparente empenho dos parlamentares em dar andamento ao processo — fala-se até em “anistia” ao presidente da Casa.

Mais de 1,2 milhão de pessoas já assinaram uma petição no Avaaz para a cassação do mandato de Cunha. O objetivo é conseguir 2 milhões de assinaturas e entregá-las ao Conselho de Ética da Câmara.

quinta-feira, 21 de abril de 2016

'ENQUANTO ME DAVA CHOQUES, USTRA ME BATIA COM CIPÓ E GRITAVA', DIZ TORTURADO AOS 19 ANOS

 "Nesse dia de glória para o povo brasileiro tem um nome que entrará para a história nessa data, pela forma como conduziu os trabalhos nessa casa. Parabéns, presidente Eduardo Cunha. Perderam em 1964. Perderam agora em 2016. Pela família e pela inocência das crianças em sala de aula que o PT nunca teve, contra o comunismo, pela nossa liberdade, contra o Foro de São Paulo, pela memória do coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra, o pavor de Dilma Rousseff, pelo Exército de Caxias, pelas nossas Forças Armadas, por um Brasil acima de tudo e por Deus acima de todos, o meu voto é sim."
Foi assim que o deputado Jair Bolsonaro (PSC-RJ) justificou o voto a favor do impeachment da presidente Dilma Rousseff no plenário da Câmara dos Deputados no último domingo. As declarações geraram polêmica, especialmente pela referência ao coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra, ex-chefe do DOI-Codi (Destacamento de Operações de Informações do Centro de Operações de Defesa Interna), órgão de repressão da ditadura. Ustra morreu aos 83 anos em setembro do ano passado.
A homenagem a um dos personagens mais controversos do regime militar foi alvo de críticas de milhares de brasileiros, que foram às redes sociais expressar choque e reprovação. Para um deles, no entanto, o elogio de Bolsonaro evocou memórias ruins.
Em 1972, Gilberto Natalini, hoje médico e vereador pelo PV-SP, tinha então 19 anos e foi torturado por Ustra. À época estudante de medicina, ele havia sido preso por agentes da ditadura que queriam informações sobre o paradeiro de uma amiga dele, envolvida na luta armada. Natalini negou-se a colaborar. A tortura consistia em choques elétricos diários, que, segundo ele, lhe causaram problemas auditivos irreversíveis.
"Bolsonaro não tem o direito de reverenciar a memória de Ustra. Ustra era um assassino, um monstro, que torturou a mim e a muitos outros", afirmou Natalini à BBC Brasil.
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Natalini conta ter sido vítima de tortura por cerca de dois meses na sede do DOI-Codi em São Paulo.
"Tiraram a minha roupa e me obrigaram a subir em duas latas. Conectaram fios ao meu corpo e me jogaram água com sal. Enquanto me dava choques, Ustra me batia com um cipó e gritava me pedindo informações", relembra.
"A tortura comprometeu minha audição. Mas as marcas que ela deixou não são só físicas, mas também psicológicas."
Natalini nega ter participado da luta armada contra a ditadura militar. Ele confirma ter feito oposição ao regime, mas diz que "sem violência".
"Sempre fui a favor da mobilização das consciências contra qualquer tirania. Nunca fui a favor de ações violentas. Acolhíamos perseguidos políticos, prestando atendimento médico quando necessário", diz ele, em alusão à Escola Paulista de Medicina (EPM), onde estudava.
"Mas todo mundo que se opunha ao governo militar era visto como terrorista", ressalva.

PT

Image copyrightReuters
Image captionPara Natalini, projeção evido "aos escândalos de corrupção protagonizados pelo PT"
Para Natalini, que foi preso "outras 16 vezes" pelo regime militar, Bolsonaro "não pode, como agente político, pregar o retorno da ditadura".
"E se ele o fizer, temos todo o direito de contestá-lo e colocá-lo em seu devido lugar. Bolsonaro não vai conseguir impingir ao Brasil sua ideologia doente, ultrapassada e fascista. O caso dele é com a Justiça", afirma ele.
Na visão de Natalini, a projeção nacional do deputado está ligada à desmoralização das esquerdas, devido "aos escândalos de corrupção protagonizados pelo PT".
"Os erros do PT permitiram que se criasse uma corrente de opinião contra à verdadeira esquerda, que nunca existiu no Brasil. A extrema direita, que estava adormecida, aproveitou-se desse vácuo. Bolsonaro é fruto dessa roubalheira", opina.
"Se nossa democracia tem defeitos, precisamos corrigi-la. Muito piores são os regimes militares, de esquerda ou de direita", acrescenta.
Apesar de criticar Bolsonaro, Natalini defende o impeachment da presidente Dilma Rousseff. Segundo ele, não há "golpe".
"A Constituição brasileira prevê que o presidente pode sofrer impeachment se tiver cometido crimes de responsabilidade. Foi o que aconteceu com as chamadas pedaladas fiscais", diz.


Ustra

Image copyrightABr
Image captionUstra era um dos mais temidos militares nos anos de chumbo
Um dos mais temidos militares nos anos de chumbo, Ustra chefiou o DOI-Codi, órgão de repressão do 2º Exército em São Paulo. Ele foi apontado por dezenas de perseguidos políticos e familiares das vítimas como responsável por perseguição, tortura e morte de opositores.
Conhecido pelo apelido de "Doutor Tibiriçá", ele foi acusado pelo desaparecimento e morte de pelo menos 60 pessoas. Durante sua gestão, pelo menos 500 casos de tortura teriam sido cometidos nas dependências do DOI-Codi.
Único militar brasileiro declarado torturador pela Justiça, Ustra foi denunciado pelo MPF (Ministério Público Federal) pela morte do militante comunista Carlos Nicolau Danielli em dezembro de 1972. Mas não houve tempo para sua condenação. Ustra morreu em setembro do ano passado em Brasília. Ele sofria de câncer de próstata.

 

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Luís Barrucho - @luisbarruchoDa BBC Brasil em Londres

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